
O coordenador da Região Judiciária Norte da Procuradoria-Geral da República (PGR), Astrigildo Pedro Culolo, defendeu, segunda-feira, na cidade de Mbanza Kongo, província do Zaire, a realização de um estudo aprofundado sobre as reais motivações que levam alguns indivíduos ao envolvimento sexual com menores de idade.
O magistrado, que iniciou funções esta semana na província do Zaire, apelou ao engajamento dos órgãos da administração da justiça e da sociedade civil para a definição de mecanismos eficazes de combate a este fenómeno na região sob sua jurisdição.
“É um fenómeno que arrepia a todos e que deve ser estancado, para garantir um crescimento harmonioso da criança”, afirmou.
De acordo com dados do Instituto Nacional da Criança (INAC) no Zaire, entre Janeiro e Dezembro de 2025 foram registados 35 casos de abuso sexual de menores na província, números que, segundo o magistrado, reforçam a urgência de medidas preventivas e repressivas mais eficazes.
Astrigildo Pedro Culolo abordou ainda outros problemas que considera prioritários durante o seu mandato, nomeadamente a vandalização de bens públicos e o contrabando de combustíveis.
O magistrado considerou incompreensível a destruição de investimentos públicos por indivíduos com “fins inconfessos”, sublinhando que tais práticas prejudicam directamente a população. “Vamos continuar a combater este mal dentro dos marcos da lei”, assegurou.
Relativamente ao contrabando de combustíveis, afirmou que a PGR na Região Judiciária Norte irá manter o combate ao fenómeno, em alinhamento com as orientações do Presidente da República, João Lourenço.
Astrigildo Pedro Culolo, que também exerce funções de procurador-geral adjunto, substitui no cargo Neto Joaquim Neto. A Região Judiciária Norte abrange as províncias do Zaire, Uíge, Malanje e Cuanza-Norte.