Deputado denuncia abandono do tribunal do Cazenga após 19 anos de inoperância
Deputado denuncia abandono do tribunal do Cazenga após 19 anos de inoperância
dep jeremias

O secretário municipal da UNITA no Cazenga e deputado à Assembleia Nacional, Jeremias Mahula, realizou na quinta-feira, 15, uma visita de cortesia a sede do tribunal local, encontrando a infra-estrutura em avançado estado de degradação e completamente abandonada.

Durante a visita, o deputado manifestou profunda indignação com as condições do edifício, concluído em 2007, mas que, passados 19 anos, nunca entrou em funcionamento.

Segundo Mahula, não há qualquer explicação oficial por parte das autoridades competentes sobre os motivos que impedem a operacionalização do tribunal.

“Tirámos o dia de hoje para visitar algumas infra-estruturas do município do Cazenga e não poderia ficar de fora o tribunal municipal. Entrámos e constatámos que a infra-estrutura está completamente abandonada e degradada. Não nos explicam nada”, afirmou.

Jeremias Mahula sublinhou que a situação é preocupante tanto na qualidade de deputado como de morador do município, destacando que foram investidos elevados recursos financeiros públicos numa infra-estrutura que deveria servir directamente a população local.

“Gastou-se muito dinheiro numa estrutura dessa natureza, localizada numa via principal do Cazenga, que poderia trazer enormes benefícios aos munícipes, mas infelizmente não funciona e o governo não presta esclarecimentos”, lamentou.

O parlamentar frisou ainda que não existem informações claras sobre as responsabilidades da Administração Municipal, do Governo Provincial de Luanda ou do Governo Central, reforçando que o silêncio das instituições públicas agrava ainda mais a situação.

“Alguns dizem que o tribunal não funciona porque não foi aprovado, mas ninguém explica nada. Isso não é normal num país como o nosso”, acrescentou.

Ao concluir, Jeremias Mahula apelou às autoridades competentes para que a infraestrutura seja recuperada com urgência, defendendo que a requalificação e funcionamento do tribunal poderão gerar benefícios directos para a justiça local e aumentar as receitas do Estado.

“Estou triste como deputado e como cidadão do Cazenga ao encontrar um tribunal nessas condições, sem qualquer explicação oficial”, concluiu.

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