FAF reage a críticas nas redes sociais e denuncia “narrativas alarmistas” sobre gestão
FAF reage a críticas nas redes sociais e denuncia “narrativas alarmistas” sobre gestão
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A Federação Angolana de Futebol (FAF) contestou, segunda-feira, a circulação de conteúdos nas redes sociais que apontam para um alegado clima de desorganização interna desde a chegada de Alves Simões à presidência, considerando que tais informações carecem de rigor e sustentação factual.

Em nota oficial divulgada em Luanda, a FAF reconhece a importância da crítica no contexto desportivo, mas alerta para o que classifica como uma construção de “meias verdades, omissões e conclusões precipitadas”, que acabam por gerar desinformação entre os adeptos.

Segundo a federação, os textos em causa apresentam uma cronologia “aparentemente organizada, mas profundamente selectiva”, ao destacar episódios isolados e ligá-los de forma artificial para sustentar a ideia de uma crise institucional contínua.

Um dos pontos citados na polémica é a saída do treinador Pedro Gonçalves, interpretada por alguns como sinal de instabilidade. A FAF rejeita essa leitura, sublinhando que alterações nas equipas técnicas são práticas comuns no futebol moderno e fazem parte de ciclos naturais baseados em avaliações e resultados.

A federação aponta ainda críticas relacionadas com o técnico Patrice Beaumelle, que têm circulado sem, segundo a instituição, qualquer suporte documental ou fonte oficial que comprove alegadas irregularidades contratuais.

Para a FAF, a divulgação de acusações sem provas contribui para “a degradação do debate público” e para a perda de confiança nas instituições desportivas.

A organização defende que o foco deveria estar nos desafios estruturais do futebol angolano, como a competitividade, a formação de atletas, a profissionalização e a sustentabilidade financeira dos clubes.

“A crítica deve ser acompanhada de responsabilidade, factos e contexto”, refere a nota, acrescentando que a propagação de conteúdos alarmistas nas redes sociais apenas alimenta polémicas e desinforma a opinião pública.

A federação reconhece que o futebol nacional enfrenta dificuldades reais, mas considera que a transformação de decisões administrativas em alegadas crises institucionais prejudica o desenvolvimento do sector.

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