Angola e Estados Unidos assinam acordo de 121 milhões de dólares para reforço da saúde
Angola e Estados Unidos assinam acordo de 121 milhões de dólares para reforço da saúde
Ango e EUA

Os governos de Angola e dos Estados Unidos da América assinaram um memorando de entendimento para reforçar a cooperação no sector da saúde, no âmbito da Estratégia Global “America First” promovida pela administração de Donald Trump, com um pacote financeiro global de 121 milhões de dólares para os próximos cinco anos.

Segundo um comunicado divulgado esta sexta-feira, o acordo prevê que os Estados Unidos disponibilizem 71 milhões de dólares para programas ligados ao combate ao VIH, à malária e ao reforço da segurança sanitária, enquanto Angola assegurará um investimento de 50 milhões de dólares, dos quais 30% serão destinados à aquisição de produtos laboratoriais e bens essenciais de saúde.

O memorando estabelece ainda a integração do sector privado, com o envolvimento de empresas norte-americanas e angolanas no fortalecimento dos sistemas de saúde, sobretudo nas áreas de formação de recursos humanos, gestão de dados e cadeias de abastecimento.

Entre as medidas previstas, destaca-se um financiamento adicional de cinco milhões de dólares para a segurança global em saúde, com foco no reforço da capacidade laboratorial, especialmente em regiões remotas, permitindo uma resposta mais rápida a eventuais surtos epidémicos e pandémicos.

De acordo com as autoridades norte-americanas, o acordo insere-se numa estratégia mais ampla de cooperação internacional que visa não apenas melhorar os sistemas de saúde dos países parceiros, mas também prevenir a propagação de doenças para o território dos Estados Unidos.

No plano global, os memorandos assinados ao abrigo desta estratégia já mobilizaram mais de 20,5 mil milhões de dólares, incluindo 12,7 mil milhões em financiamento norte-americano e 7,8 mil milhões em cofinanciamento dos países beneficiários, abrangendo dezenas de nações em África, América Latina e outras regiões.

Com este acordo, Angola reforça a sua parceria estratégica com Washington no domínio da saúde pública, num contexto em que o país procura consolidar a autonomia do seu sistema sanitário e melhorar a capacidade de resposta a doenças infecciosas.

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