
Funcionários da Direcção Municipal da Saúde do Waku Kungo, na província do Cuanza Sul, apontam alegadas irregularidades na cobrança de emolumentos referentes à emissão de atestados médicos, cartões de vacinação e boletins de sanidade, acusando o director municipal, Carlos da Silva Azevedo, de ordenar que os valores sejam recebidos directamente pelos serviços, em vez de serem canalizados para os cofres do Estado.
Segundo as alegações, o director municipal terá orientado o chefe dos Recursos Humanos, a área de Inspecção e funcionários da secretaria a receberem em mão os montantes pagos pelos utentes pelos referidos documentos.
Ao Imparcial Press, os trabalhadores sustentam que as receitas deveriam ser encaminhadas para o Recurso Ordinário do Tesouro (ROT), conforme os procedimentos previstos para a arrecadação de receitas públicas.
No entanto, alegam que os valores estariam a ser desviados para benefício particular, causando prejuízos ao Estado.
De acordo com os relatos, a situação será do conhecimento do administrador municipal do Waku Kungo, Fonseca Miguel Canga, que, alegadamente, não terá adoptado medidas para pôr termo às práticas apontadas.
Os funcionários afirmam ainda que, quando confrontado com a situação, o director municipal terá minimizado as preocupações, alegando beneficiar de protecção política, razão pela qual não recearia eventuais consequências.
Face às alegações, os funcionários apelam à intervenção da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE), do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) para averiguarem a legalidade dos procedimentos adoptados e apurarem eventuais responsabilidades.