
O juiz presidente do Tribunal de Contas, Sebastião Domingos Gunza, está a ser alvo de críticas internas devido a alegadas despesas suportadas pela instituição relacionadas com deslocações académicas pessoais ao Brasil e viagens ao exterior acompanhadas por membros da sua comitiva.
Segundo informações recolhidas pelo Imparcial Press junto de fontes ligadas ao órgão judicial, o Tribunal de Contas terá solicitado recentemente ao Ministério das Finanças cerca de 80 milhões de kwanzas para aquisição de bilhetes de passagem em classe executiva e económica.
As mesmas fontes referem que Sebastião Gunza desloca-se com frequência ao Brasil, onde frequenta um programa de doutoramento na Universidade Federal do Tocantins.
De acordo com os relatos, algumas despesas associadas às deslocações do magistrado e de integrantes da sua comitiva estariam igualmente a ser suportadas pelo Cofre Privativo do Tribunal de Contas, situação que tem gerado desconforto interno numa instituição responsável pela fiscalização da legalidade da despesa pública.
Entre os nomes mencionados pelas fontes está o de Rufina Ramos Bândua, funcionária afecta ao Gabinete de Intercâmbio e Cooperação do tribunal. A mesma mantém uma relação pessoal com o juiz presidente de Contas.
As denúncias surgem num contexto de crescente escrutínio público sobre a gestão de recursos em instituições do Estado, particularmente em órgãos de soberania com funções de controlo financeiro e fiscalização administrativa.
Paralelamente, circulam também informações sobre a recente dispensa do chefe da escolta do presidente do Tribunal de Contas, o inspector Nelson Agostinho, alegadamente por quebra de sigilo profissional.
Segundo fontes próximas do processo, a decisão terá ocorrido após um episódio relacionado com deslocações privadas do magistrado ao exterior, situação que terá provocado tensão no círculo pessoal e institucional do juiz conselheiro.
Por: Pinheiro Chagas