
Trabalhadores do Centro Médico de Cacuaco, pertencente à rede da Clínica Sagrada Esperança, denunciaram alegados casos de assédio moral, perseguição psicológica e degradação das condições laborais naquela unidade hospitalar, acusando a direcção de instaurar um clima de medo e intimidação entre os funcionários.
Fontes do Imparcial Press descrevem o ambiente interno como “insustentável”, afirmando que a unidade, apresentada publicamente como referência na prestação de cuidados de saúde, enfrenta graves problemas de gestão e relações humanas.
No centro das acusações surge a directora do Centro Médico de Cacuaco, Sara Graça Domingos Sampaio Bicho, apontada pelos trabalhadores como responsável por práticas alegadamente autoritárias e persecutórias contra funcionários da instituição.
Segundo os relatos, a directora é apoiada por um grupo restrito de chefias intermédias, composto por responsáveis dos sectores de enfermagem (Arnaldo Campos), recepção (Cristóvão António), manutenção (Dinis Sangueve) e laboratório (João Campos), acusados de actuar como informantes internos junto da direcção.
Os denunciantes alegam que o ambiente laboral é marcado por ameaças constantes de despedimento, humilhações públicas e pressão psicológica contínua, num quadro que já provocou alterações comportamentais e problemas de saúde mental em vários trabalhadores.
“Os funcionários são tratados sem dignidade e vivem sob permanente clima de intimidação”, refere a denúncia, acrescentando que vários profissionais terão abandonado os seus postos de trabalho para preservar a própria saúde mental.
Os relatos apontam ainda para alegadas práticas abusivas no interior da unidade, incluindo reuniões prolongadas consideradas “exaustivas”, sobrecarga de trabalho e episódios descritos como incompatíveis com a ética institucional e profissional exigida a uma unidade hospitalar.
Entre as acusações mais graves constam alegações de utilização de espaços administrativos para fins pessoais e supostos comportamentos considerados humilhantes para subordinados, denúncias cuja veracidade não foi ainda confirmada por entidades independentes.
Os trabalhadores apelam à administração superior da Clínica Sagrada Esperança para uma intervenção urgente e a realização de uma auditoria profunda à gestão da unidade hospitalar em Cacuaco.
Os denunciantes defendem igualmente a necessidade de reposição de “justiça, humanismo e dignidade” no funcionamento da instituição, alertando para o impacto do alegado clima de medo não apenas sobre os profissionais, mas também sobre a qualidade dos serviços prestados à população.