Governo angolano fecha Consulado em Nova Iorque no quadro de contenção financeira
Governo angolano fecha Consulado em Nova Iorque no quadro de contenção financeira
augusta

As autoridades angolanas deverão oficializar no próximo dia 27 de Maio o encerramento do Consulado-Geral de Angola em Nova Iorque, no âmbito da política de racionalização administrativa e contenção de despesas levada a cabo pelo Executivo angolano nos últimos anos.

A representação diplomática, dirigida pela diplomata Augusta dos Anjos Carneiro Mangueira Bessa, era responsável pela assistência consular aos cidadãos angolanos residentes ou em trânsito na região nordeste dos Estados Unidos da América, abrangendo estados como Nova Iorque, Nova Jérsia, Connecticut, Massachusetts e Pensilvânia.

No passado dia 17 de Maio, uma delegação consular realizou em Boston, no estado de Massachusetts, a última entrega de documentos à comunidade angolana residente naquela região, numa das derradeiras actividades oficiais antes do encerramento definitivo da missão diplomática.

Com o fecho do consulado, os cidadãos angolanos residentes no nordeste norte-americano passarão a depender da Embaixada de Angola em Washington DC para tratar de assuntos documentais e consulares, incluindo emissão de passaportes, vistos, registos e actos notariais.

A decisão levanta preocupações entre membros da comunidade angolana, devido ao aumento significativo das distâncias para acesso aos serviços consulares.

Entre Boston e Nova Iorque, por exemplo, a deslocação média ronda quatro horas, enquanto uma viagem até Washington DC pode ultrapassar dez horas por via terrestre.

O encerramento do Consulado-Geral de Angola em Nova Iorque integra um processo mais amplo de reestruturação da rede diplomática angolana, iniciado nos últimos anos pelo Governo, com o argumento de reduzir despesas de funcionamento e melhorar a eficiência administrativa.

As autoridades angolanas estimam poupanças superiores a 66 milhões de dólares anuais com o encerramento de missões diplomáticas, consulados e representações comerciais consideradas redundantes ou financeiramente insustentáveis.

Em vários países onde coexistiam embaixadas e consulados-gerais, o Executivo optou pela concentração dos serviços consulares nas próprias embaixadas, alegando necessidade de evitar duplicação de funções e reduzir o fenómeno de “bicefalia” administrativa.

Paralelamente, diversas representações comerciais externas foram desactivadas ou integradas nas missões diplomáticas sob a forma de adidos económicos e comerciais.

Apesar das justificações financeiras apresentadas pelo Governo, membros da diáspora angolana têm manifestado preocupação com o impacto da redução da presença consular sobre o acesso a serviços públicos essenciais e o acompanhamento das comunidades emigrantes.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido