Paciente com mpox foge de hospital e refugia-se em casa de oração em Cabinda
Paciente com mpox foge de hospital e refugia-se em casa de oração em Cabinda
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Um paciente diagnosticado com varíola dos macacos (mpox) abandonou o Centro Médico do Zongolo, onde se encontrava em tratamento, e procurou refúgio numa casa de oração na comuna de Tando Zinze, província de Cabinda, levando as autoridades sanitárias a desencadearem uma operação de vigilância epidemiológica para evitar a propagação da doença.

A informação foi confirmada no sábado pelas autoridades locais de saúde, que asseguram que a situação se encontra sob controlo.

Segundo dados divulgados pela Rádio Nacional de Angola, o doente foi identificado pouco tempo depois de chegar à localidade. Perante o abandono do tratamento, a Secretaria Municipal da Saúde de Tando Zinze activou mecanismos de rastreamento epidemiológico para localizar o paciente e identificar todas as pessoas que mantiveram contacto directo com ele.

As diligências permitiram localizar o cidadão e garantir o respectivo isolamento, em conformidade com os protocolos de saúde pública em vigor para casos de mpox. As autoridades adiantaram ainda que o paciente e os seus contactos directos foram submetidos à vacinação preventiva.

O caso reacende as preocupações das autoridades sanitárias quanto à necessidade de cumprimento rigoroso das medidas de prevenção e tratamento da doença, sobretudo em contextos onde crenças religiosas ou práticas tradicionais podem influenciar a decisão dos pacientes de interromper o acompanhamento médico.

A Secretaria Municipal da Saúde apelou à população para procurar assistência médica imediata perante o surgimento de sintomas suspeitos, como febre, dores musculares, fadiga e erupções cutâneas, reforçando igualmente a importância da colaboração comunitária no rastreamento de contactos e na prevenção de novos casos.

A varíola dos macacos é uma doença viral transmissível que se propaga através do contacto próximo com pessoas infectadas, fluidos corporais ou superfícies contaminadas.

Embora a maioria dos casos apresente evolução favorável, as autoridades de saúde alertam que o diagnóstico precoce e o isolamento dos pacientes continuam a ser fundamentais para conter a disseminação da doença.

Em Cabinda, os serviços de saúde mantêm o acompanhamento dos contactos identificados e asseguram que todas as medidas necessárias estão a ser implementadas para impedir novos focos de transmissão.

Na última quinta-feira, o secretário provincial da Saúde de Cabinda, Rúben Buco, revelou que o sistema de vigilância epidemiológica da província registou, nos últimos dias, cinco novos casos positivos de mpox.

Segundo o responsável, os casos foram confirmados através de exames laboratoriais realizados pelo Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), em Luanda.

Além dos cinco casos já confirmados, encontram-se ainda em processamento no INIS sete amostras biológicas recolhidas na província.

Rúben Buco esclareceu que três dos casos positivos não apresentam vínculo epidemiológico conhecido, situação que, segundo afirmou, tem facilitado o trabalho das equipas sanitárias na identificação e monitorização dos contactos.

Os pacientes infectados encontram-se isolados no Centro Médico do Zongolo, onde recebem acompanhamento médico permanente por parte dos profissionais de saúde e das equipas de vigilância epidemiológica.

Apesar do aumento de casos registado nas últimas semanas, o secretário provincial garantiu que a situação epidemiológica permanece sob controlo.

Rúben Buco informou ainda que os dois primeiros pacientes diagnosticados com a doença já recuperaram totalmente e receberam alta médica, embora continuem sob monitorização das autoridades sanitárias.

Os casos de mpox têm sido registados sobretudo nos municípios de Cabinda e Belize, com o bairro Chiweca a concentrar o maior número de ocorrências.

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