
A Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) em Luanda anunciou o desmantelamento de uma alegada rede criminosa dedicada à falsificação de moeda estrangeira, que operava na capital angolana sob liderança de um cidadão português, identificado como António Manuel Duarte Martins, conhecido por “Dom”.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, a operação foi realizada no passado dia 7 de Junho, no município da Maianga, na sequência de um trabalho de inteligência e investigação desenvolvido durante cerca de duas semanas.
A acção culminou com a detenção em flagrante delito de seis suspeitos, com idades compreendidas entre os 35 e os 57 anos, entre os quais o alegado líder do grupo, natural de Santarém, em Portugal.
Além de António Manuel Duarte Martins, de 54 anos, foram igualmente detidos Armando Mabanza Massanga, de 51 anos, Marinela Conceição Sebastião Manuel Luís, de 35 anos, Diogo Manuel Felipe, também de 35 anos, Eurico Luís Chongolola, de 57 anos, e Lázaro dos Santos Amadeu, de 49 anos.
De acordo com a DIIP, os suspeitos integravam uma estrutura organizada que se dedicava à produção e introdução de moeda falsificada no mercado nacional através de esquemas fraudulentos de câmbio informal.
Durante a operação, os investigadores apreenderam 9.600 dólares norte-americanos falsificados, montante que, segundo as autoridades, seria colocado em circulação nos arredores do bairro Mártires do Kifangondo, uma das zonas frequentemente associadas ao comércio informal de divisas.
No prosseguimento das diligências, os efectivos da DIIP localizaram um alegado laboratório clandestino de produção de moeda falsa no bairro Popular, em Luanda.
No local foram apreendidos quatro cofres e equipamento utilizado na fabricação das notas falsificadas, cuja análise pericial deverá agora integrar o processo de investigação criminal.
As autoridades acreditam que o grupo operava de forma estruturada e que a produção de moeda falsa tinha como objectivo abastecer circuitos paralelos de câmbio, aproveitando-se da procura por divisas estrangeiras no mercado informal.
A falsificação de moeda é considerada um dos crimes económico-financeiros mais graves previstos na legislação angolana, por colocar em causa a confiança no sistema monetário e financeiro, além de provocar prejuízos directos a cidadãos e operadores económicos.
Nos últimos anos, as autoridades angolanas têm reforçado as operações de combate a redes envolvidas em contrafacção de moeda, branqueamento de capitais e fraude financeira, num contexto de maior vigilância sobre actividades que possam comprometer a estabilidade económica do país.
Em comunicado, a DIIP reafirmou o compromisso de prosseguir o combate aos crimes económico-financeiros e de reforçar os mecanismos de prevenção e repressão de práticas susceptíveis de afectar a integridade do sistema financeiro nacional.
Os seis detidos deverão ser presentes ao Ministério Público para os procedimentos legais subsequentes, enquanto decorrem diligências para apurar a eventual existência de outros envolvidos na rede e possíveis ramificações da actividade criminosa noutras províncias do país.