
A atribuição de salários elevados a cidadãos portugueses contratados durante a anterior administração da TAAG voltou a suscitar denúncias sobre alegadas práticas de favorecimento na companhia aérea nacional, numa altura em que continuam sob escrutínio decisões tomadas entre 2025 e 2026.
Segundo fontes do Imparcial Press, a influência exercida pela então administradora Maria Manuela Resende da Costa Pardal, cidadã portuguesa, a quem é atribuída a contratação e promoção de vários quadros portugueses para funções de assessoria e direcção, com remunerações significativamente superiores à média praticada na empresa.
Entre os casos referidos encontra-se Liliana Sofia Faria da Silva Pais, contratada como consultora SAP, com um salário líquido mensal de 5.194,10 euros.
Segundo as informações disponíveis, apesar de não deter uma nomeação formal para funções de direcção, terá sido autorizada a aprovar pedidos de compras da companhia.
Outro nome mencionado é Hélder Filipe Ramos Correia, proveniente da Refriango, que iniciou funções como assessor na área de Compras e Logística, tendo posteriormente sido promovido a director de Logística. Actualmente aufere 5.607,92 euros líquidos por mês, de acordo com os documentos consultados.
As denúncias referem igualmente Vítor Manuel da Silva Gonçalves, que, após deixar a área Comercial da empresa, passou a exercer funções de consultor interno de Infra-estruturas.
Até Maio de 2026 recebia 4.885,50 euros líquidos mensais, tendo posteriormente sido promovido ao cargo de director de Infra-estruturas.
Também Ivan Berenguel, ligado à empresa Super Hello, Lda., foi integrado na TAAG como assessor de Compras, com uma remuneração mensal de 3.341.581,94 kwanzas.
As mesmas informações indicam que terá beneficiado de aumentos salariais antes da saída de Maria Manuela Pardal da administração da companhia.
Segundo as denúncias, estas contratações e promoções ocorreram durante a gestão de Nelson Pedro Rodrigues de Oliveira, então presidente da Comissão Executiva da TAAG, sendo apontadas como parte de um esquema de favorecimentos internos que beneficiou quadros próximos da administradora portuguesa.
As alegações surgem num contexto de sucessivas denúncias relacionadas com a gestão da transportadora aérea nacional, incluindo suspeitas de nepotismo, contratação de familiares e alegadas irregularidades na gestão dos recursos humanos.