Quem traz Rui Paulo Lima para Angola? – Bernardo Tito
Quem traz Rui Paulo Lima para Angola? - Bernardo Tito
Rui Paulo Lima

O nome de Rui Paulo Lima, jurista, escritor, consultor e especialista em Administração e Gestão Pública, começa a ganhar espaço no debate público angolano, depois de se destacar em Portugal com o lançamento da obra Guia Prático para Futuros Autarcas e Gestores Públicos em Angola.

A publicação, com 565 páginas, coloca no centro da discussão a preparação dos futuros autarcas e gestores públicos, abordando temas relacionados com governação local, legislação, ética, participação cidadã, transparência e gestão responsável dos recursos públicos.

Mas, para além do livro, é o próprio percurso do autor que começa a despertar curiosidade.
Quem traz o “cara” para Angola?

A pergunta começa a circular entre diferentes sectores interessados no futuro da política e da Administração Pública angolana: quem vai trazer Rui Paulo Lima para Angola?

O jurista reúne um conjunto de características que poderá despertar o interesse das forças políticas: formação jurídica, especialização em Administração e Gestão Pública, experiência profissional e associativa, intervenção cívica, capacidade de comunicação e experiência adquirida na diáspora.

Não existe, até ao momento, qualquer anúncio público de uma candidatura, nomeação ou convite formal para que Rui Paulo Lima assuma funções políticas em Angola.

Por isso, qualquer referência a uma futura entrada na política deve ser entendida como possibilidade e não como facto consumado. Ainda assim, o seu nome começa a ser observado com atenção.

Do livro para o debate político

O lançamento de uma obra dedicada aos futuros autarcas e gestores públicos não deixa de ter significado num país que se prepara para aprofundar a discussão sobre a governação local e a participação dos cidadãos.

Rui Paulo Lima decidiu colocar no papel conhecimentos e experiências adquiridos ao longo da sua trajectória, defendendo uma Administração Pública assente na competência, ética, responsabilidade, legalidade e proximidade com o cidadão.

É precisamente esta dimensão que pode transformar o livro num instrumento de reflexão para além do espaço académico. O autor apresenta-se como alguém que procura preparar pessoas para governar antes de procurar governar.

Um quadro da diáspora com experiência

A trajectória construída em Portugal constitui outro elemento relevante. A diáspora angolana possui quadros que, ao longo dos anos, adquiriram formação e experiência em diferentes áreas. O desafio está em saber como aproveitar esse conhecimento para responder às necessidades de Angola. Rui Paulo Lima parece querer fazer essa ligação.

A sua obra é dirigida a Angola, os seus exemplos estão relacionados com a realidade angolana e a sua preocupação central está relacionada com a qualidade da governação e a preparação dos futuros responsáveis públicos. É, neste sentido, um quadro da diáspora que mantém uma ligação directa ao debate sobre o futuro do país.

Um perfil que interessa à política

A política angolana, como acontece em muitas democracias, necessita de quadros com diferentes experiências e competências. O percurso de Rui Paulo Lima poderá encaixar nesse debate pela combinação entre Direito, Administração Pública, gestão, formação, associativismo e intervenção cívica.

A sua eventual entrada na política activa dependerá, naturalmente, de uma decisão pessoal e das circunstâncias políticas futuras. Mas a questão permanece: Será Rui Paulo Lima um dos próximos quadros da diáspora chamados a regressar e a participar directamente na construção do futuro de Angola?

Conhecimento antes do poder

A mensagem que acompanha o percurso do jurista-escritor é clara: o exercício de funções públicas exige preparação. Para Rui Paulo Lima, a qualidade da governação depende não apenas das instituições, mas também da preparação daqueles que assumem responsabilidades dentro delas.

É uma perspectiva que coloca o conhecimento no centro da política e da Administração Pública.

Num momento em que se discute a necessidade de renovação dos quadros e de maior eficiência na gestão pública, este posicionamento poderá contribuir para ampliar o debate sobre o tipo de dirigentes que Angola pretende para os próximos anos.

Um nome a acompanhar

Rui Paulo Lima ainda não anunciou qualquer projecto político em Angola. Mas já existe uma obra, existe um percurso e existe uma intervenção pública que começam a colocar o seu nome no radar.

Se será um partido da situação, uma força da oposição, uma instituição pública ou o próprio Rui Paulo Lima a decidir o próximo passo, é uma questão que permanece em aberto.

Por enquanto, fica a pergunta que começa a ganhar força: Quem traz Rui Paulo Lima para Angola?

Porque, num país que precisa de quadros preparados, a experiência da diáspora pode deixar de ser apenas uma reserva de conhecimento e transformar-se numa força activa ao serviço do desenvolvimento nacional.

E Rui Paulo Lima, através do seu livro e da sua trajectória, começa a apresentar-se como um desses quadros.

*Jurista e analista político

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