Angola reforça controlo sobre medicamentos com novos Selos Fiscais de Alta Segurança
Angola reforça controlo sobre medicamentos com novos Selos Fiscais de Alta Segurança
venda de medicamentos

Os medicamentos comercializados em Angola passam a estar sujeitos a um mecanismo reforçado de controlo, através da obrigatoriedade de aposição de Selos Fiscais de Alta Segurança, medida que visa aumentar a rastreabilidade dos produtos e combater a falsificação e o comércio ilícito no sector farmacêutico.

A nova medida foi apresentada esta terça-feira, 11 de Agosto, pela Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED), em parceria com a Administração Geral Tributária (AGT), durante um encontro nacional que decorreu no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda.

Sob o lema “Pela segurança, qualidade e eficácia dos medicamentos em Angola”, o encontro reuniu representantes de instituições públicas, operadores económicos, parceiros do sector e da Imprensa Nacional E.P., com o objectivo de esclarecer os procedimentos para a implementação da selagem obrigatória e as responsabilidades dos diferentes intervenientes.

A iniciativa enquadra-se no Programa Nacional de Selos Fiscais de Alta Segurança (PROSEFA), criado para reforçar o controlo dos produtos sujeitos a selagem e combater a contrafacção e o comércio ilícito.

O novo sistema permitirá associar cada selo a informações sobre o produto e o respectivo operador económico, possibilitando o acompanhamento dos medicamentos ao longo da cadeia de abastecimento e facilitando a identificação de eventuais desvios.

Os Selos Fiscais de Alta Segurança incorporam diferentes elementos de autenticação, entre os quais número sequencial, holograma, código QR e matriz de dados, mecanismos destinados a facilitar a verificação da autenticidade dos produtos.

Com a implementação deste mecanismo, as autoridades pretendem reforçar a fiscalização do mercado e dificultar a entrada e circulação de medicamentos falsificados, oferecendo aos consumidores maiores garantias quanto à origem e autenticidade dos produtos disponíveis.

A ARMED e a AGT consideram que o reforço da rastreabilidade poderá contribuir para tornar o mercado farmacêutico mais seguro, transparente e regulado, com impacto directo na protecção da saúde pública.

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