
O Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) vai reunir os docentes no sábado, 12 de Setembro, para avaliar os resultados da primeira ronda negocial com o Ministério da Educação, que terminou esta quarta-feira, em Luanda, sem acordo sobre as principais reivindicações da classe.
O encontro, inicialmente apresentado como uma sessão de auscultação, acabou por se concentrar na greve anunciada pelo sindicato.
Segundo o secretário-geral do SINPROF, Admar Jinguma, as partes não chegaram a um entendimento capaz de afastar, para já, a possibilidade de paralisação das aulas.
“O encontro terminou sem consenso, e nós vamos reunir os professores no sábado, 12, para analisar as promessas do Ministério”, afirmou o sindicalista.
Entre as questões colocadas pelo SINPROF está o alegado incumprimento de compromissos assumidos pelo Ministério da Educação no âmbito do concurso público interno e de acesso.
O sindicato sustenta que, dos 53.755 agentes previstos no acordo, cerca de 50 mil já foram admitidos, mas permanecem sem garantias de enquadramento na folha salarial do Ministério das Finanças.
Para a organização sindical, o período decorrido desde a assinatura dos compromissos deveria ter permitido ao Executivo apresentar soluções concretas para os problemas que afectam os professores.
Apesar da reunião com a ministra da Educação, o SINPROF mantém, para já, o calendário de greve anteriormente anunciado. A primeira fase está prevista para decorrer de 21 de Setembro a 15 de Outubro de 2026.
O plano contempla ainda três outras fases: de 2 a 18 de Dezembro de 2026, de 10 a 26 de Fevereiro de 2027 e de 17 de Maio a 18 de Junho de 2027.
Antes do início da primeira paralisação, estão previstas assembleias representativas nas capitais das 21 províncias, igualmente marcadas para 12 de Setembro. Será nesses encontros que os professores conhecerão os resultados das negociações e decidirão se avançam com a greve.
Assim, a reunião de sábado poderá ser determinante para o futuro do calendário de paralisação, ficando a decisão final nas mãos dos próprios docentes.