Ministério da Educação anuncia promoção de 22 mil professores
Ministério da Educação anuncia promoção de 22 mil professores
Laudemira

Cerca de 22 mil professores serão promovidos ainda este ano, com a actualização salarial prevista para reflectir-se nos salários de Novembro, anunciou quarta-feira, em Luanda, a directora nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Educação (MED), Laudemira de Sousa.

A responsável falava à margem de um encontro com os parceiros sindicais do sector, durante o qual explicou que esta constitui a primeira fase de um processo de promoção que vai abranger docentes que ingressaram na carreira em 2017 e 2018 e que, até ao momento, não beneficiaram de qualquer progressão.

Segundo Laudemira de Sousa, os respectivos processos deverão ser inseridos no sistema financeiro em Outubro, permitindo que os novos salários sejam processados já na folha de Novembro.

A responsável avançou igualmente que uma segunda fase deverá abranger professores admitidos em 2019 e 2020, com as promoções previstas para o primeiro trimestre de 2027. Trata-se, segundo explicou, de casos residuais relacionados com o último concurso realizado entre 2021 e 2023.

Durante o encontro foram analisados os 11 pontos constantes do acordo celebrado entre o MED e os sindicatos, além de outras preocupações apresentadas pelos parceiros sociais.

Entre as matérias ainda em apreciação está a reivindicação sindical para que o subsídio de férias seja pago de forma autónoma. De acordo com a directora, a questão encontra-se sob análise do Ministério das Finanças.

Quanto ao pagamento do 13.º mês numa única parcela, Laudemira de Sousa informou que o processo já está em execução.

O presidente da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores da Educação de Angola, Adriano dos Santos, considerou positiva a informação sobre a promoção dos 22 mil professores, mas defendeu que o processo deve prosseguir de forma gradual até abranger os restantes docentes.

O sindicalista voltou a reclamar um maior investimento público na Educação, considerando insuficiente a actual dotação orçamental atribuída ao sector.

Segundo Adriano dos Santos, a Educação representa actualmente cerca de 6,8 por cento do Orçamento Geral do Estado (OGE), razão pela qual defende uma subida para 21 por cento, de modo a responder às necessidades do sector, incluindo as questões relacionadas com as condições de trabalho e valorização dos professores.

A principal melhoria foi separar a notícia em dois eixos: primeiro, a promoção dos 22 mil professores e, depois, a posição dos sindicatos sobre o investimento na Educação. Isso evita que a reivindicação sindical fique diluída no meio da informação administrativa.

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