
O professor, escritor e dirigente escutista Manuel Africano Gonçalves Nzinga, conhecido por Africano Nzinga, morreu no dia 12 de Setembro, vítima de doença, deixando em luto familiares, amigos, escritores e a comunidade escutista de Luanda.
A confirmação foi feita pela Junta Regional de Luanda da Associação de Escuteiros de Angola, que manifestou profunda dor pela morte do seu dirigente, identificado como Chefe do Agrupamento 299 – Trevo de 4 Folhas.
No seio do Movimento Escutista, Africano Nzinga era carinhosamente tratado como “Águia Visionária”, sendo recordado pelo seu envolvimento na formação dos jovens, liderança e dedicação aos princípios e valores do escutismo.
Na nota fúnebre, a Junta Regional de Luanda descreve-o como um “irmão, dirigente e servidor dedicado ao ideal escutista”, destacando o seu compromisso com a formação das novas gerações e com a construção de uma comunidade assente nos valores do movimento.
Para além da actividade escutista, Manuel Africano Gonçalves Nzinga desenvolveu actividade ligada à educação, literatura e edição, sendo apresentado como professor e escritor e tendo exercido funções de presidente do Conselho de Administração da Nzinga Salu Editora.
A editora esteve envolvida na publicação de obras de autores angolanos. Entre os títulos publicados encontra-se “A Crise do Cristianismo em Angola à Luz do Personalismo de Emmanuel Mounier“, de Bonifácio António, lançado em 2023 na União dos Escritores Angolanos.
A morte de Africano Nzinga representa, assim, uma perda em diferentes espaços de intervenção, particularmente no movimento escutista, onde construiu um percurso marcado pelo trabalho com jovens, e no meio literário e editorial.
Na mensagem de pesar, a Junta Regional de Luanda endereçou condolências à família enlutada, aos dirigentes, jovens e membros do Agrupamento 299 – Trevo de 4 Folhas.
“O seu voo terminou na Terra, mas o seu exemplo permanecerá entre nós”, lê-se na nota de homenagem.
Manuel Africano Gonçalves Nzinga deixa o seu legado ligado à educação, à literatura, à edição e ao escutismo, áreas nas quais desenvolveu a sua actividade em Angola.