
Os três membros do Conselho de Administração do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), liderados pelo presidente Luzayadio Simba, terão beneficiado de um conjunto de regalias financeiras e patrimoniais que incluem viaturas adiccionais, cartões bancários com limites milionários e pagamentos anuais em numerário, segundo apurou o Imparcial Press.
Luzayadio Simba, Efigénia da Paixão Mpengo e Eduardo Katalahary Mohamed constituem actualmente o Conselho de Administração do FGC, instituição financeira não bancária criada pelo Estado para facilitar o acesso ao crédito através de garantias públicas.
Segundo as informações, para além das duas viaturas atribuídas em função dos respectivos cargos, cada administrador terá recebido mais duas viaturas através de uma modalidade de crédito comparticipado reservada aos membros do Conselho de Administração.
O modelo terá estabelecido que 70% do valor das viaturas seria suportado pelo FGC e os restantes 30% pelos próprios administradores. Inicialmente, a instituição terá adquirido as viaturas na totalidade, ficando posteriormente os membros do Conselho de Administração responsáveis pela amortização da parcela que lhes cabia.
As mesmas informações apontam para a atribuição anual de 10 mil euros em dinheiro a cada membro do Conselho de Administração, provenientes do caixa do FGC, sem documentação justificativa associada aos pagamentos.
A este benefício juntam-se cartões de crédito com um limite indicado de 10 milhões de kwanzas por mês para cada administrador.
Os membros do Conselho de Administração terão ainda cartões de débito destinados a despesas de representação, com um montante global indicado de dois milhões de kwanzas mensais por administrador.
De acordo com as fontes do Imparcial Press, esses cartões são carregados duas ou três vezes por mês, em função da utilização de cada membro, além do subsídio de representação já incluído na folha salarial.
Caso os valores indicados sejam aplicados individualmente aos três administradores, os cartões de crédito representariam um limite conjunto de 30 milhões de kwanzas por mês, enquanto os cartões destinados às despesas de representação corresponderiam a seis milhões de kwanzas mensais.
A atribuição de viaturas adiccionais, cartões com elevados limites de utilização e pagamentos em numerário coloca questões sobre os critérios internos utilizados para definir as remunerações e regalias dos membros da administração, sobretudo numa instituição que gere mecanismos de garantia pública destinados a apoiar empresas e empreendedores.