Administração Municipal do Uíge acusada de sobrefacturar latrinas em 1,19 mil milhões de kwanzas
Administração Municipal do Uíge acusada de sobrefacturar latrinas em 1,19 mil milhões de kwanzas
latrina

A construção de 265 latrinas melhoradas no bairro Ana Kandande, na cidade do Uíge, está a ser questionada por apresentar indícios uma possível sobre facturação de cerca de 1,06 mil milhões de kwanzas, com base numa estimativa de custos apresentada pelo jornalista e investigador social Olavo Castigo.

Segundo os dados, cada latrina terá sido facturada por quatro milhões e 500 mil kwanzas, elevando o custo global das 265 unidades a 1,1925 mil milhões de kwanzas.

O autor estima, por sua vez, que a construção de cada estrutura custaria cerca de 500 mil kwanzas, o que corresponderia a um total de 132,5 milhões de kwanzas.

A diferença entre os valores, calculada em aproximadamente 1,06 mil milhões de kwanzas, é apontada pelo jornalista como um possível indício de sobre facturação.

As 265 latrinas foram entregues a 15 de Outubro, na zona 2 do bairro Ana Kandande, numa iniciativa atribuída à Empresa de Águas e Saneamento do Uíge (EASU-EP) e à Administração Municipal do Uíge. O projecto prevê, segundo a informação divulgada, a construção de 1.149 unidades.

Na exposição, Olavo Castigo questiona também as dimensões e as características das estruturas, que descreve como pequenas instalações construídas com blocos e equipadas com sanitas do tipo turco.

O autor solicita a intervenção da Procuradoria-Geral da República, do Serviço de Investigação Criminal e da Inspecção-Geral da Administração do Estado para averiguar os custos e os procedimentos relacionados com a empreitada.

O administrador municipal do Uíge, Pedro André Makengo, apela à conservação das infra-estruturas para garantir a sua durabilidade.

Olavo Castigo critica ainda a realização de uma cerimónia oficial de entrega das latrinas, considerando que o investimento em saneamento básico deve ser acompanhado de melhorias no acesso à água potável e aos serviços de saúde.

Até ao momento, não são conhecidos esclarecimentos oficiais da EASU-EP ou da Administração Municipal do Uíge sobre o custo unitário das latrinas, a empresa responsável pela execução da obra ou as suspeitas de sobre facturação.

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