Presidente do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves afastado – Terá sido corrompido pela direcção da TAAG
Presidente do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves afastado - Terá sido corrompido pela direcção da TAAG
joaquim martind

Joaquim Filipe Martins foi afastado esta semana da presidência do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (STMA) por decisão da Assembleia de Mesa da organização, na sequência de alegadas irregularidades durante as negociações com o Conselho de Administração da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, soube o Imparcial Press.

Fontes deste jornal levantam suspeitas de que o então líder sindical terá sido favorecido pela administração da companhia aérea, em troca de uma postura considerada contrária aos interesses dos trabalhadores representados pelo sindicato.

Segundo os relatos recolhidos pelo Imparcial Press, Joaquim Martins terá beneficiado de um contrato de trabalho na condição de reformado, apesar de, alegadamente, estar há vários anos sem exercer funções operacionais e de não constar das listas de trabalhadores reformados contratados nos últimos quatro anos.

As fontes consideram que a alegada contratação levanta dúvidas sobre a relação entre o dirigente sindical e a administração da transportadora, sobretudo por ter ocorrido num período de negociações laborais marcadas por divergências sobre as reivindicações salariais dos técnicos de manutenção.

Entre os motivos apontados para o afastamento está também a participação de Joaquim Martins numa entrevista à Rádio Marginal, na qualidade de presidente do STMA, sem que tivesse informado formalmente a classe sobre a sua intervenção.

Na entrevista, o dirigente terá abordado questões relacionadas com o processo negocial com a TAAG, tendo sido criticado internamente por falta de domínio sobre matérias em discussão e por não ter transmitido de forma adequada a posição dos trabalhadores.

O afastamento ocorre num contexto de tensão entre o STMA e a administração da TAAG, devido às reivindicações salariais e às condições de trabalho dos técnicos de manutenção aeronáutica.

Em Setembro, o Imparcial Press noticiou que Joaquim Martins ponderava suspender uma greve e aceitar uma proposta de aumento salarial de 20% apresentada pela companhia, depois de uma reunião negocial ter terminado sem acordo.

A disputa envolvia 146 técnicos de manutenção afectos às áreas de produção. O sindicato defendia aumentos salariais superiores, enquanto a TAAG sustentava que uma revisão remuneratória mais elevada poderia comprometer a sustentabilidade financeira da empresa.

A paralisação acabou por decorrer entre 11 e 15 de Outubro, período durante o qual a companhia activou um plano de contingência para assegurar a continuidade das operações e minimizar os impactos nos passageiros.

É neste cenário que surgem as acusações contra o antigo presidente do STMA, cuja actuação durante as negociações terá provocado contestação no seio da estrutura sindical.

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