
A Administração Geral Tributária (AGT) apreendeu cerca de 30 quilogramas de cocaína em Angola, durante o primeiro semestre deste ano, sobretudo no Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, na província do Icolo e Bengo, anunciou esta quarta-feira, 28, o director nacional da instituição, Francisco Sivone.
O responsável, que falava à imprensa à margem do fórum aduaneiro subordinado ao tema “Alfândegas protegem a sociedade através da vigilância e do compromisso”, revelou que, em 2024, foram apreendidos cerca de 36 quilogramas de drogas.
Francisco Sivone não especificou o número de ocorrências que resultaram nas apreensões registadas nos primeiros seis meses deste ano, nem detalhou as circunstâncias em que a cocaína foi interceptada.
Em declarações aos jornalistas, o responsável avançou igualmente que, no mesmo período, a instituição impediu a saída indevida de cerca de 1,6 milhões de dólares norte-americanos do país, em violação das normas legais aplicáveis.
Na região leste do país, a principal preocupação da AGT continua a ser o contrabando de combustíveis, uma prática que, segundo Francisco Sivone, tem merecido a intervenção dos órgãos competentes, que trabalham para a sua neutralização.
O Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto tem sido apontado pelas autoridades como uma das principais portas de entrada de drogas pesadas em Angola, com destaque para a cocaína.
Em Julho deste ano, o porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Manuel Halaiwa disse que o aeroporto constituía a principal via de entrada deste tipo de estupefacientes no país.
Segundo os dados divulgados, entre Janeiro e Maio de 2026, foram apreendidos 7,45 quilogramas de cocaína pelo SIC, a nível nacional, no âmbito de operações de combate ao tráfico de drogas.
Em Dezembro de 2024, uma operação conjunta da AGT, do SIC e da Polícia Fiscal e Aduaneira resultou na apreensão de 20,5 quilogramas de cocaína no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, numa ocorrência envolvendo uma passageira não residente, cujo destino final era a África do Sul.
As acções de fiscalização aduaneira visam, entre outros objectivos, combater o tráfico de drogas, os ilícitos cambiais e outras práticas ilegais, contribuindo para a protecção da saúde pública, da segurança e da estabilidade financeira do país.