
Angola continua na lista cinzenta do GAFI apesar dos progressos no combate ao branqueamento de capitais
Angola continua na lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), que reconheceu os progressos alcançados pelo país no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, mas decidiu manter a monitorização reforçada, sem impor novas medidas ou exigências.
A decisão foi tomada durante a reunião plenária do GAFI, realizada entre 26 e 30 de Outubro, mantendo inalterado o Plano de Acção acordado com as autoridades angolanas, cujo prazo de execução termina em 2027.
A permanência na lista cinzenta significa que Angola continua sujeita a acompanhamento internacional por apresentar deficiências estratégicas no seu sistema de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, apesar dos avanços reconhecidos pelo organismo.
Entre as prioridades identificadas estão o reforço da supervisão baseada no risco, a aplicação efectiva de sanções financeiras direccionadas, a transparência na identificação dos beneficiários efectivos das empresas e a obtenção de resultados operacionais na investigação e repressão do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo.
O documento de balanço da plenária destaca também o papel das instituições bancárias na execução do Plano de Acção, considerando-as fundamentais para a conclusão do processo até 2027.
Neste âmbito, os bancos são chamados a actualizar as avaliações de risco, identificar e verificar os beneficiários efectivos das empresas, melhorar a qualidade das comunicações de operações suspeitas e reforçar a cooperação com as autoridades de investigação.
As instituições financeiras devem ainda assegurar o rastreio e o congelamento eficazes de activos abrangidos por sanções financeiras, manter registos das medidas adoptadas e reforçar a formação dos seus trabalhadores.
O reconhecimento dos progressos não representa, por isso, o fim do acompanhamento internacional. Angola terá de demonstrar a execução integral das medidas acordadas e a eficácia dos resultados alcançados para reunir condições para sair da lista cinzenta e concluir o processo de monitorização reforçada em 2027.