
A economista Exalgina Renée Vicente Olavo Gambôa recebeu, há escasso dias, ordem de despejo do condomínio “Malunga” onde esteve a residir desde que ocupou o cargo de juíza conselheira presidente do Tribunal de Contas.
O Cofre Privativo do Tribunal de Contas, entidade que comprou a casa (que custou cerca de 3 milhões e 500 mil dólares), alega tratar-se de uma residência de serviço e, uma vez que ela já não é presidente do TdC, o imóvel deve ser passado para a sua sucessora.
Inicialmente foi-lhe dada 72 horas para abandonar a residência, porém, no seguimento de conversações, o prazo foi revogado para uma semana.
Exlgina Gambôa renunciou o cargo, na semana passada, por pressão do Presidente da República, que considerou ter perdido a confiança política. No dia após ao abandonado do cargo, foi-lhe igualmente retirado a escolta que cuidava da sua segurança pessoal.
Paralelamente, a PGR fez sair um comunicado em que a constituiu arguida num processo que decorre na Direcção Nacional de Acção Penal. Exalgina Gambôa terá sido notificada para comparecer ontem, terça-feira, 7, na sede da DNIAP da PGR, no bairro Vila Alice, em Luanda.