Fundo Social dos trabalhadores da Sociedade Mineira de Chitotolo volta a ser assaltado
Fundo Social dos trabalhadores da Sociedade Mineira de Chitotolo volta a ser assaltado
chilolo

Dois responsáveis do Fundo Social dos trabalhadores da Sociedade Mineira de Chitotolo foram detidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) na Lunda Norte, neste fim-de-semana, por suposta apropriação indevida de 46 milhões de kwanzas.

O Imparcial Press sabe que não é a primeira que o cofre do Fundo Social da SMC é assaltado, em Janeiro de 2020, houve um suposto desfalque de 240 mil dólares norte-americanos.

De acordo com o porta-voz do SIC, Graciano Lumanhe, o valor desviado, ainda por recuperar, é do Fundo Social da Sociedade Mineira do Chitotolo, que serviria para atender necessidades pontuais dos trabalhadores, indignados com a atitude dos responsáveis.

A detenção dos dois sindicalistas, tesoureiro e operador de engenhos, resulta de uma denúncia anónima. O responsável fez saber que as diligências prosseguem para identificação de mais elementos envolvidos na acção e a recuperação do dinheiro.

Os presumíveis autores do crime aguardam a sua apresentação ao Ministério Público para a formalização da culpa.

De frisar que, em Janeiro de 2020, o secretário-geral da Central Geral dos Sindicatos Livres e Independentes de Angola (CGSILA), Jacinto Gaspar, foi acusado de ter, supostamente, desviado 240 mil dólares do Fundo Social dos trabalhadores da Sociedade Mineira de Chitotolo.

A denúncia foi feita pelo representante do secretariado provincial da CGSILA na Lunda-Norte, Rafael Bonito, durante uma conferência de imprensa.
Segundo o responsável, os trabalhadores da sociedade mineira de Chitotolo não beneficiam dos seus fundos sociais e das quotas sindicais “porque o secretário-geral abriu uma conta no Banco de Fomento Angola (BFA) em que é o único titular”.
Explicou que o estatuto da CGSILA não permite ao secretário-geral ser o titular principal da conta bancária da instituição.

A Sociedade Mineira de Chitotolo, com mais de 900 trabalhadores, é detida pela Endiama EP, ITM Mining e Lumanhe, um consórcio formado em 1996.

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