Angola: Intoxicações alimentares mata duas pessoas – MINSA apela população para não comer ginguba, mandioca e batatas
Angola: Intoxicações alimentares mata duas pessoas - MINSA apela população para não comer ginguba, mandioca e batatas
mandiocas

O Ministério da Saúde (MINSA) lançou hoje um apelo urgente à população para que adote comportamentos preventivos a fim de evitar intoxicações alimentares, após a ocorrência de dois óbitos com sintomas semelhantes aos da “doença de Konzo”.

O alerta destaca a importância de evitar o consumo de alimentos crus, como mandioca, ginguba, batata rena e batata-doce, que podem estar associados ao surgimento desta patologia.

A “doença de Konzo”, uma condição irreversível do sistema nervoso que afeta os neurónios motores superiores, manifesta-se frequentemente como paraplegia ou tetraplegia espástica e é causada pela exposição ao cianeto.

Esta condição é característica de determinadas regiões de África, associada ao consumo inadequado de mandioca, uma raiz que, quando mal processada, retém compostos cianogénicos.

Num comunicado divulgado pelo MINSA, embora sem a indicação exata da data e local dos óbitos, a instituição alerta para os riscos da intoxicação alimentar, apontando semelhanças com a Konzo e destacando que esta intoxicação afeta diretamente os neurónios do trato corticoespinal, responsáveis pela força muscular.

Sintomas

Os sintomas típicos de intoxicação incluem dores abdominais, vómitos, cefaleia intensa, vertigens, dificuldades na fala e problemas de locomoção.

Para mitigar esses riscos, o MINSA aconselha a população a evitar o consumo de alimentos crus e a tomar cuidados adicionais na preparação de alimentos como mandioca e hortaliças.

Entre as medidas recomendadas, o Ministério destaca que a mandioca deve ser fervida em água a ebulição por pelo menos 50 minutos antes de ser consumida. Já para a crueira (ou bombó) destinada à produção de farinha ou fuba, a mandioca deve passar por pelo menos três lavagens antes de ser seca.

Além disso, a água utilizada na preparação da mandioca para crueira não deve ser reaproveitada na produção de “kissângua” ou “quimbombo” para consumo, devendo ser descartada de forma segura.

O comunicado ainda reforça a importância de higienizar todas as hortaliças com água fervida ou água tratada com cinco gotas de lixívia por litro, além de destacar a necessidade de lavar as mãos com água e sabão antes de preparar ou ingerir alimentos.

Cuidados redobrados com as crianças

O MINSA também chama atenção para o maior risco de intoxicação alimentar em crianças, que se mostram particularmente vulneráveis aos efeitos adversos dos compostos tóxicos.

Reafirmando o seu compromisso com a saúde e segurança alimentar, o MINSA compromete-se a continuar a informar a sociedade sobre novos avanços nas investigações em curso.

O Ministério apela à calma e serenidade da população e reforça o seu empenho em eliminar os fatores causadores da patologia.

Para mais informações e atualizações, o MINSA mantém a sua linha de comunicação aberta, garantindo total transparência sobre os passos que serão adotados para mitigar esta situação.

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