Benguela: Desorganização na Faculdade de Medicina da UKB gera indignação após exame de acesso começar com mais de 12 horas de atraso
Benguela: Desorganização na Faculdade de Medicina da UKB gera indignação após exame de acesso começar com mais de 12 horas de atraso
FMUKB

A direcção da Faculdade de Medicina da Universidade Katyavala Bwila (UKB), na Catumbela, província de Benguela, está a ser alvo de duras críticas por parte de candidatos, pais e encarregados de educação, após um exame de acesso marcado para as 8h desta terça-feira, 18, ter iniciado apenas por volta das 21h, mais de 12 horas de atraso.

Segundo denúncias enviadas ao Imparcial Press, centenas de candidatos estiveram desde as 7h no recinto universitário, sem acesso a alimentação, condições adequadas de espera ou explicações claras sobre o atraso.

Muitos provenientes de províncias distantes, permaneceram o dia inteiro numa zona considerada perigosa e sem transporte público adequado.

Os encarregados de educação classificam o episódio como “incompetência total” da direcção da Faculdade de Medicina e alertam que a situação coloca em risco “vidas humanas”, salientando que o desgaste físico e psicológico dos candidatos compromete a realização de qualquer prova de avaliação.

Em nota conjunta, exigem que o reitor da UKB e o ministro do Ensino Superior tomem medidas urgentes e responsabilizem a direcção da faculdade pelo sucedido, chegando mesmo a pedir a exoneração da decana, Maria Madalena P. Chimpolo.

O exame, inicialmente previsto para segunda-feira, 17, havia sido adiado pela direcção para esta terça-feira, alegando necessidade de regularização dos candidatos que constavam como “pendentes”.

O comunicado assinado pela decana, datado de 15 de novembro, em posse do Imparcial Press, indicava que o adiamento visava “garantir condições justas para todos”.

No domingo, 16, a instituição anunciou a atualização das listas definitivas por sala e reforçou a obrigatoriedade de os candidatos comparecerem com uma hora de antecedência, alertando que haveria tolerância de apenas 15 minutos, o que contrasta de forma evidente com as mais de 12 horas de atraso verificadas.

Para os pais e encarregados de educação, a situação representa um “falhanço grave” da administração da FMUKB e demonstra falta de organização, planeamento e respeito pelos candidatos.

“É lamentável que candidatos fiquem todo o dia sem comer, sem informações e submetidos a riscos, num processo que deveria ser transparente, digno e eficiente”, lê-se na denúncia.

Os encarregados responsabilizam a faculdade por quaisquer incidentes que possam ocorrer, sublinhando que muitos candidatos permaneceram no local num estado de exaustão física e emocional.

Até ao momento, não houve esclarecimentos públicos por parte da Faculdade de Medicina nem da Reitoria da UKB quanto às razões do atraso extremo, nem sobre eventuais medidas corretivas.

Pais, candidatos e académicos exigem a intervenção directa do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, de forma a apurar responsabilidades e impedir que situações semelhantes voltem a ocorrer.

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