BFA, atendimento sofrível – Ireneu Mujoco
BFA, atendimento sofrível – Ireneu Mujoco
BFA 2

Em quase todas as agências do Banco de Fomento Angola (BFA) há um ambiente sofrível em termos de atendimento aos clientes, sobretudo em Luanda, apesar de possuir o maior número de dependências, deste que já foi um dos mais prestigiados bancos, em termos de proporcionar melhor atendimento aos que procuram os seus serviços.

O sofrimento começa logo nas longas filas, para se ter acesso ao interior, principlmente no período matinal, altura em que há mais clientes que acorrem às várias agências para resolver um assunto, do mais simples ao mais complexo, como a obtenção de um cartão multicaixa, abertura de conta bancária, consulta de saldo e outros serviços.

Mas o maior calvário é mesmo já no interior, que, apesar de uma determinada agência possuir quatro ou cinco caixas, o atendimento é muito lento, e o mais grave ainda é que, às vezes, um único funcionário está disponível para atender dezenas de clientes, enquanto outros ficam a andar de um lado para outro, sem dizer nada.

A situação agudiza-se ainda mais quando chega a hora do almoço, altura em que pouco ou nada quase se faz, ante a aflição de quem, por exemplo, pretenda ficar pouco tempo no banco e voltar ao seu local de serviço.

A situação é recorrente, e ao que tudo indica, o livro de reclamações não funciona, pois se funcionasse, provavelmente, alguma coisa mudasse, para melhor.

Recentemente, questionei o gerente de uma agência localizada na Samba Grande, sobre este comportamento. Por incrível que pareça, respondeu-me que a maioria parte dos funcionários sai de casa sem tomar o pequeno almoço, e fazem-no no serviço, razão pela qual nota-se caixas sem funcionários.

Estupefacto, retorqui-lhe se os clientes têm alguma coisa a ver com o facto de os funcionários entrarem no serviço sem comer, já com algum desanimado, respondeu-me que muitos vivem distante e não têm tempo para fazer este exercício em casa, mas de preferência já no banco.

Inconformado, disse-lhe que os funcionários bancários não são os únicos que saem das suas casas para o local de serviço sem se alimentarem, mas muito boa gente espalhada por esta Angola, parte cedo para o local trabalho, para dar o seu contributo.

Mas esta não é a única situação que aflige os clientes deste banco. Outro assunto tem a ver com a falta constantemente do sistema. É que quando não há sistema, os funcionários ficam horas a fio sem qualquer informação, e parte dos funcionários ficam entretidos nos telemóveis.

Em muitos casos, se não forem os clientes a questionar a existência do sinal, nem prestam qualquer informação a respeito, criando deste modo um constrangimento para quem pretende resolver um assunto neste banco.

É necessário que os que decidem tomem medidas, visando melhorar o atendimento dos usuários, sob pena de perder clientes para outros mais expeditos.

*Jornalista

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