
O activista cívico Geraldo da Costa, conhecido como “Fumu Buala”, acusou nesta terça-feira, 12 de Novembro, em Cabinda, o empresário libanês Tony Prince de o ter agredido fisicamente e furtado a sua carteira, que continha documentos pessoais, e um telemóvel, após um desentendimento entre ambos na via pública, soube o Imparcial Press.
Num áudio divulgado nas redes sociais, Geraldo da Costa detalha que a agressão ocorreu no supermercado Shoprite, onde estava acompanhado por amigos.
O incidente levanta questões sobre a impunidade do empresário, que, segundo fontes locais, atua sob a alegada protecção de autoridades governamentais e policiais locais.
O activista relata que recusou o convite de dois jovens enviados por Tony Prince para uma conversa, decisão que teria irritado o empresário, levando-o a abordá-lo e agredi-lo em plena via pública.
A vítima já apresentou uma queixa-crime aos órgãos competentes contra o mesmo, atribuindo o ataque às denúncias públicas que tem feito contra Tony Prince. Durante o ataque, Geraldo da Costa conseguiu recuperar apenas o seu telemóvel, mas a carteira permanece em posse do empresário.
Segundo Geraldo da Costa, o empresário atua de forma recorrente com violência, especialmente contra críticos ou cidadãos que expõem suas alegadas irregularidades.
Relatos locais apontam que Tony Prince conta com a cumplicidade da Polícia Nacional e do Comité Provincial do MPLA em Cabinda, o que lhe permite, alegadamente, portar armas de fogo de forma ilegal e intimidar impunemente aqueles que se opõem a ele.
Tony Prince, proprietário do ginásio “Tony Prince Fitness” — inaugurado recentemente no bairro Lombo-Lombo —, mantém ligações de negócios com altos funcionários do governo provincial de Cabinda, incluindo o vice-governador para a Área Técnica, Agostinho da Rocha Fernandes da Silva.
Em Julho, o empresário esteve envolvido em outro episódio de agressão contra Bonifácio Zenga Mambo, no seu ginásio na rua das Forças Armadas, reforçando o histórico de acusações de violência.
A continuidade desses incidentes e a aparente inação das autoridades locais levantam sérias questões sobre a proteção que Tony Prince poderá estar a receber e o efeito corrosivo da sua impunidade sobre a segurança e o estado de direito em Cabinda.