Candidatos contestam concurso do CSMJ e anunciam marcha para 25 de Abril
Candidatos contestam concurso do CSMJ e anunciam marcha para 25 de Abril
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Um grupo de candidatos ao concurso público de ingresso de funcionários judiciais, promovido pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), anunciou a realização de uma marcha no próximo dia 25 de Abril, em Luanda, para contestar alegadas irregularidades no processo de selecção.

Segundo informações enviadas à redacção do Imparcial Press, a comunicação da marcha já foi submetida à Polícia Nacional de Angola, aguardando-se a respectiva autorização.

Os contestatários apontam alegadas falhas no modelo de avaliação, referindo que, após a anulação de um concurso anterior, foi prometida a realização de provas presenciais.

No entanto, o processo acabou por incluir um teste online de curta duração, o que, no seu entender, comprometeu a transparência e a equidade do concurso.

Entre as denúncias, destacam-se alegações de favorecimento de candidatos com ligações familiares a funcionários judiciais e membros do próprio CSMJ, incluindo referências a casos de candidatos identificados como familiares de técnicos, magistrados e responsáveis de diferentes departamentos do Tribunal Supremo.

Os manifestantes defendem a repetição das provas e a constituição de um novo júri, alegando que alguns concorrentes terão sido injustamente excluídos, apesar de, segundo dizem, apresentarem níveis elevados de desempenho.

Por outro lado, um grupo de candidatos admitidos no concurso rejeita as acusações generalizadas de nepotismo, defendendo a legitimidade dos resultados.

Em declarações difundidas nas redes sociais, estes candidatos afirmam que o seu ingresso resultou de esforço, dedicação e mérito, sublinhando que “não aceitam ser julgados sem fundamento” nem ver o seu trabalho desvalorizado.

“Temos provas de que entrámos de forma justa e consciência tranquila de que conquistámos o nosso lugar”, referem, acrescentando que também estão dispostos a defender os seus direitos caso o concurso venha a ser anulado.

O concurso do CSMJ tem sido alvo de contestação pública nas últimas semanas, com denúncias de alegado nepotismo e falta de transparência, amplamente divulgadas nas redes sociais.

Até ao momento, o Conselho Superior da Magistratura Judicial não se pronunciou oficialmente sobre as acusações nem sobre a eventual repetição do processo.

A iniciativa de manifestação surge num contexto de crescente tensão entre candidatos excluídos e admitidos, colocando pressão sobre as autoridades judiciais para esclarecerem o processo e garantirem a credibilidade do recrutamento no sistema judicial angolano.

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