Casa Militar intensifica diligências sobre processos-crime envolvendo Higino Carneiro
Casa Militar intensifica diligências sobre processos-crime envolvendo Higino Carneiro
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O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, general Francisco Pereira Furtado, estará a realizar diligências adicionais relacionadas com os processos judiciais que envolvem o general Higino Carneiro, no âmbito de orientações atribuídas ao ministro de Estado e director do Gabinete do Presidente da República, Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, segundo fontes do Imparcial Press.

Segundo as fontes, a orientação terá sido transmitida em nome do Presidente João Lourenço e visa o seguimento de transferências financeiras ordenadas pelo então governador do Cuando Cubango e, posteriormente, de Luanda, com o objectivo de recolher elementos considerados relevantes para os dois processos-crime em que Higino Carneiro figura como arguido na Procuradoria-Geral da República (PGR).

As mesmas informações indicam que a intensificação destas diligências surge na sequência de dados de uma alegada sondagem de opinião, realizada de forma reservada por uma empresa brasileira associada a círculos próximos da Presidência da República, que apontaria para níveis reduzidos de aceitação popular do Chefe de Estado e do MPLA, em contraste com uma suposta elevada popularidade atribuída ao general Higino Carneiro.

De acordo com as fontes do Imparcial Press, o Presidente da República terá determinado uma actuação urgente da Casa Militar, levando o general Francisco Furtado a deslocar-se à antiga província do Cuando Cubango, actualmente dividida em duas unidades administrativas, com vista à recolha ou reforço de elementos considerados comprometedores, com o objectivo de acelerar o enquadramento judicial do antigo governante.

O general Higino Carneiro, também conhecido por “4X4”, responde a processos judiciais relacionados com a sua passagem por cargos públicos, nomeadamente como governador do Cuando Cubango e de Luanda, envolvendo alegadas irregularidades financeiras, gestão danosa e procedimentos ligados à contratação pública, obras e aquisição de equipamentos.

Fontes judiciais referem que o Tribunal Supremo terá solicitado à PGR o envio de um dos processos mais mediáticos, mas que o Ministério Público terá manifestado reservas quanto à suficiência do acervo probatório disponível, tendo solicitado diligências complementares para sustentar uma eventual acusação formal.

Paralelamente, decorrem averiguações adicionais em Luanda, relacionadas com contratos e actos administrativos associados ao Governo Provincial de Luanda e ao Ministério das Finanças, áreas que estiveram sob influência de decisões tomadas durante períodos em que Higino Carneiro exerceu funções de elevada responsabilidade política.

As fontes acrescentam que o cerco político ao general Higino Carneiro terá sido reforçado por alegadas acções de bastidores destinadas a fragilizar a sua posição pública e estatutária no seio do MPLA.

Nesse contexto, são referidos nomes como de Norberto Garcia, o general José Tavares e o próprio Edeltrudes Costa, alegadamente ligados a iniciativas de recolha de novos elementos através de estruturas associadas à Casa Militar do Presidente da República.

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