Caso Laurindo Vieira: Assassinos condenados a 25 anos de prisão efectiva
Caso Laurindo Vieira: Assassinos condenados a 25 anos de prisão efectiva
L vieira

Os marginais que assassinaram friamente, em Janeiro último, o sociólogo e antigo reitor da universidade Gregório Semedo, Laurindo Vieira, foram, terça-feira, 05, condenados pelo Tribunal da Comarca de Belas, em Luanda, a 25 anos de prisão efectiva.

Os condenados Adriano de Jesus Fragoso Júnior, Raúl Francisco Domingos Gaveta, Hélder de Carvalho Dala e Adriano Júnior, foram sentenciados por crimes de associação criminosa, homicídio voluntário e roubo qualificado, e estão obrigados a indemnizar a família da vítima em 1 milhão e 500 mil kwanzas, cada e ao pagamento de taxa de justiça de 200 mil, cada.

Quanto ao réu Jelson Miguel, comprador do telemóvel do malogrado, deve pagar uma multa de 1 milhão 584 mil kwanzas, no período de seis meses, enquanto que Julieta Colombo, receptora, foi absolvida.

Segundo a sentença, ficou provado que os quadro arguidos cometeram o crime de homicídio pelo qual foram acusados pelo Ministério Público (MP).

Em tribunal, não ficou provado que Laurindo Vieira estivesse armado e que terá reagido ao assalto, como contaram os arguidos à justiça.

Conforme a sentença, os arguidos agiram de forma concertada e consciente para o cometimento do crime de que foram acusados e condenados.

Laurindo Vieira foi vítima de disparo letal feito por um dos arguidos que seguia, com outro, numa motorizada, na tarde do dia 11 de Janeiro, quando saía de uma dependência bancária, na zona do Talatona, em Luanda.

Hélder Ricardo de Carvalho, de 24 anos, autor do tiro que levou à morte do professor, revelou que ele e os seus comparsas acompanharam a vítima desde o banco, onde terá levantado um milhão de kwanzas, segundo o comprovativo do banco.

Após ter saído da dependência do BIC, contam os marginais, Laurindo Vieira dirigiu-se a outra instituição bancária, ainda nas proximidades, e foi já quando regressava à viatura que o abordaram.

Segundo o autor confesso, Laurindo Vieira surpreendeu-os, após ter sido abordado, quando tentou reagir, o que não ficou provado em tribunal.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido