Colégio Pitágoras expulsa professora com nove anos de trabalho por resistir “assédio sexual”
Colégio Pitágoras expulsa professora com nove anos de trabalho por resistir "assédio sexual"
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Um grupo de professoras, bem como algumas funcionárias administrativas, do colégio Pitágoras, na cidade do Lubango, província da Huíla, denuncia o actual director da referida instituição de ensino médio, de suposto assédio sexual no local de trabalho às suas colegas, sob pena de expulsão para quem não ceder aos caprichos sexuais de superiores hierárquicos.

No caso mais recente, segundo apurou o Imparcial Press, uma das vítimas que trabalhava há nove anos terá sido demitida sem justa causa, por alegadamente resistir às “apetências sexual” do alegado director, por sinal, sobrinho do proprietário do mesmo colégio, José Arão Chissonde, segundo secretário do MPLA, na província da Huíla.

Segundo denúncias em solidariedade com a colega demitida, a jovem Marcelina Fernanda Mussungo, professora e coordenadora do curso de enfermagem, há nove anos de vínculo laboral com o colégio, vivia um trauma por perseguição de assédio sexual há vários anos, por parte do actual director do colégio, até ser “expulsa”, em finais do mês de Setembro”.

Ainda este ano, conforme a nossa fonte, Marcelina Mussungo, agora desempregada com filhos por sustentar, licenciada em enfermagem, após ter sido transferida pela direcção do Pitágoras para trabalhar na província do Namibe, sua terra natal, num outro colégio com o mesmo nome pertencente a José Arão Chissonde, alto dirigente do MPLA na Huíla, enfrentou os mesmo problemas de assédio sexual por parte do director do colégio local, Moisés Salatiel.

Solicitada pelo Imparcial Press, face a denúncia, Marcelina Mussungo alega que viveu situações desoladora no local de trabalho por muitos anos junto dos seus superiores hierárquicos, até ser transferida para o Namibe, onde trabalhou apenas um mês sem ter sido remunerada.

Ao regressar para Lubango, sua proveniência laboral e sede do colégio Pitágoras, para reivindicar os seus direitos, esta foi informada, de modo verbal, de que teria sido demitida, sem justa causa ou qualquer processo formal de rescisão de contrato ou, pelo menos, aviso prévio.

“Fui transferida do Lubango para o colégio do Namibe por perseguição do diretor do Lubango. Posto cá no Namibe, a situação só piorou. O diretor do colégio do Namibe, Moisés Salatiel, me fazendo trabalhar o mês todo de Agosto sem me comunicar da demissão, quando afinal ele já havia posto outra pessoa para ocupar o meu lugar sem eu saber. Foi quando tive de viajar para o Lubango no patrão que me apercebi da situação”, confirmou a lesada, pedindo, por outro lado, apoio a quem de direito, “São nove anos de trabalho para ser expulsa sem justa causa, sem aviso prévio, sem indemnização”, concluiu.

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