Desorganização e falta de meios no Ministério do Interior
Desorganização e falta de meios no Ministério do Interior
MH e ribas

Efectivos afetos ao Ministério do Interior manifestam insatisfação com alegados atrasos na adequação de postos e funções, bem como com dificuldades operacionais que estão a comprometer o normal funcionamento de várias estruturas, sobretudo em Luanda.

As queixas recaem sobre a gestão do ministro Manuel Homem, a quem é atribuída a responsabilidade por nomeações realizadas desde 2024 que, até ao momento, não terão sido acompanhadas pela correspondente atualização de categorias e enquadramento funcional.

Em alguns casos, segundo fontes do Imparcial Press, registam-se situações consideradas irregulares, como oficiais subalternos a chefiar oficiais superiores.

Entre as principais preocupações apontadas está também a alegada paralisação de mais de 400 viaturas pertencentes ao ministério, que permanecem estacionadas sem distribuição, apesar das necessidades operacionais das unidades no terreno, nomeadamente para patrulhamento e resposta a ocorrências.

Fontes indicam que o problema é transversal às delegações do ministério em todo o país, embora com maior impacto em Luanda, onde a pressão operacional é mais elevada.

Nas direcções, departamentos e esquadras municipais, são reportadas carências de meios básicos, incluindo transporte, material de escritório e recursos financeiros para o funcionamento corrente.

“Há dificuldades até para tarefas simples, como notificações, por falta de saldo ou meios logísticos”, referem as mesmas fontes, apontando ainda atrasos na entrega de bens previstos em planos anteriores, bem como a inexistência de incentivos ou benefícios para os quadros nomeados.

Os relatos contrastam com a gestão do anterior titular da pasta, Eugénio Laborinho, descrita por alguns efectivos como mais célere na resposta às necessidades institucionais, incluindo a disponibilização de viaturas e meios para chefias locais.

Além disso, persistem críticas quanto à falta de planeamento na distribuição de recursos e à não implementação de medidas previamente definidas para reforçar a capacidade operacional das estruturas municipais, incluindo esquadras policiais.

Entretanto, os efectivos apelam a uma intervenção urgente para regularizar a situação, sobretudo no que respeita à adequação entre postos e funções e à disponibilização de meios essenciais para garantir a eficácia dos serviços prestados à população.

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