Dois angolanos julgados na Nigéria por tráfico internacional de droga
Dois angolanos julgados na Nigéria por tráfico internacional de droga
kano

Dois cidadãos angolanos começaram a ser julgados esta terça-feira na cidade de Kano, norte da Nigéria, acusados de tráfico internacional de drogas pesadas, após terem sido detidos em Fevereiro no aeroporto internacional local. A sentença está prevista para o dia 13 de Maio do ano em curso.

De acordo com uma nota da Embaixada de Angola na Nigéria, o julgamento decorre na Corte de Justiça Estadual de Kano. Os arguidos, Wilson Fernando Ngoma e Martins Mbandu Makiadi, foram detidos no dia 4 de fevereiro de 2026 quando tentavam embarcar com destino a Istambul, na Turquia.

Segundo as autoridades, os dois transportavam cocaína no organismo, através da ingestão de cápsulas, com quantidades de 1,31 quilogramas e 0,92 quilogramas, respectivamente. O laboratório forense da NDLEA confirmou que a droga apresentava 100% de pureza.

Durante a audiência, os arguidos declararam-se culpados, admitindo a prática do crime, punível nos termos da legislação nigeriana.

As investigações indicam que ambos terão sido aliciados em Luanda por uma rede internacional de tráfico, recebendo posteriormente a droga já em território nigeriano, sob promessa de pagamento de cerca de três mil dólares norte-americanos cada.

A Embaixada de Angola na Nigéria acompanha o processo judicial, tendo estado representada na audiência por uma delegação de quatro diplomatas, chefiada pelo conselheiro Osvaldo Bravo da Rosa.

Este é o segundo caso recente envolvendo cidadãos angolanos na Nigéria. Em Junho de 2025, o mesmo tribunal condenou a cinco anos de prisão o cidadão Mbala Dajou Abuba, detido com 1,829 quilogramas de cocaína no Aeroporto Internacional de Kano, quando também se preparava para viajar para Istambul.

Apesar de não existir um acordo formal de extradição entre Angola e Nigéria, a NDLEA mantém cooperação com o Serviço de Investigação Criminal, com o objectivo de desmantelar redes internacionais de tráfico e identificar os principais financiadores destas operações ilícitas.

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