
O empresário Moctar Sidina Aly Koureichi, mais conhecido por “Sherif”, de 54 anos, é suspeito de ter prestado falsas declarações às autoridades angolanas sobre o seu local de nascimento, ao indicar o Mali, quando terá nascido no Líbano, soube o Imparcial Press.
Segundo os dados constantes da autorização de residência n.º 0060516T03, emitida pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), cuja validade terminou em 21 de Novembro de 2025, o empresário libanês declarou ter nascido em Nara, região de Koulikoro, no Mali, a 01 de Janeiro de 1971.
Fontes do Imparcial Press, que afirmam conhecer o empresário desde a sua chegada a Angola, há cerca de 23 anos, contestam, contudo, essa informação, alegando que Sherif nasceu no Líbano, versão que dizem ser igualmente sustentada por cidadãos libaneses que o conhecem.
Uma das fontes, que afirma conhecer o alegado procedimento, disse tratar-se de uma prática destinada a dificultar a investigação do passado dos cidadãos pelas autoridades angolanas.
“Ele pode, antes de chegar a Angola, ter passado pelo Mali e feito alguns negócios lá, mas, quando chegam a Angola, trocam as informações para impedir que as autoridades angolanas investiguem os seus passados”, declarou.
Sherif é também apontado (leia aqui: ) como estando envolvido na exploração ilegal de ouro em Samakwale, na margem do rio Cuango, província da Lunda Norte, sob a protecção de elementos ligados aos órgãos de segurança nacional.
O visado é identificado como sócio-gerente da empresa Kassamba MC Weza – Comércio & Serviço, Lda., com o Número de Identificação Fiscal (NIF) 5002816857, sediada no bairro Cambundula, município do Cuango, cujo objeto social da sociedade inclui a exploração industrial de diamantes, o comércio de produtos diversos e a prestação de serviços de segurança.
O empresário é, entretanto, acusado por fontes locais de desenvolver actividades de exploração de ouro sem autorização ou licença, alegadamente fora dos limites da área da sua concessão mineira.
No local, estão presente mais de 20 mil cidadãos nacionais e estrangeiros que são utilizados como mão-de-obra barata pelo empresário Sherif, em condições laborais deploráveis e sem qualquer segurança.
A situação tem gerado indignação entre habitantes do Cuango, particularmente de Cafunfo, que consideram injusto o impedimento de as comunidades locais explorarem os recursos minerais existentes na região.