
Familiares de seis jovens, membros da mesma família (primas), alegadas vítimas de agressão sexual, denunciam uma suposta protecção das autoridades ao pastor da Igreja Ministério Internacional de Milagres, Amor e Compaixão, Nelson Fernando Sampaio, conhecido por “profeta Israel”, caso que permanece em silêncio até ao momento, no município do Lubango, província da Huíla.
De acordo com Benedita Domingos, progenitora de uma das vítimas, o homem que se apresenta como “homem de Deus” estaria envolvido em actos sexuais com fiéis da igreja.
“As vítimas foram submetidas ao acompanhamento psicológico e continuam a ser assistidas por uma psicóloga durante este período”, afirmou.
A progenitora disse ainda esperar que a justiça seja feita, alegando que o acusado possui influência e estaria a ser protegido por várias pessoas. Acrescentou também que a esposa do suspeito estaria a ser cúmplice das acções do marido.
Outra progenitora, Mariana Domingos, afirmou que a família pretende apenas que a justiça seja feita, lamentando a demora no esclarecimento do caso.
“Queremos que os órgãos de direito tratem esta situação com mais responsabilidade, como mãe, sinto muita dor pelo que aconteceu”, declarou.
Por sua vez, Joana Mário Domingos Sampaio, esposa do profeta “Israel” e vice-presidente do ministério em causa, disse ter tomado conhecimento das acusações contra o marido relacionadas com alegado abuso de menores, mas preferiu não avançar muitos detalhes, alegando que o processo se encontra sob segredo de justiça.
Segundo a esposa, as acusações contra o marido “não correspondem à verdade”, acrescentando que a igreja está legalizada.
Apesar de o Serviço de Investigação Criminal (SIC) na Huíla já ter recepcionado vários casos de abuso sexual contra o suspeito, o porta-voz da instituição, inspector Segunda Quitumba, garantiu que a informação recebida junto dos serviços prisionais indica que o cidadão em causa encontra-se doente, razão pela qual ainda não foi apresentado publicamente.
Segunda Quitumba prometeu que o SIC irá pronunciar-se oficialmente sobre o caso “a qualquer momento”.
O Gabinete Provincial da Cultura da Huíla, fez saber recentemente que o nome da referida denominação não consta dos seus arquivos, razão pela qual considera a mesma ilegal.
in NMC