Funcionários do Consulado-Geral de Angola em Paris ameaçam paralisar serviços por atrasos salariais
Funcionários do Consulado-Geral de Angola em Paris ameaçam paralisar serviços por atrasos salariais
consul france

Os funcionários do Consulado-Geral de Angola em Paris manifestam descontentamento com a gestão da cônsul-geral, Olga da Paixão Franco, devido a atrasos recorrentes no pagamento de salários, situação que poderá levar à paralisação dos serviços a partir de 9 de Fevereiro.

Segundo informações avançadas ao Imparcial Press por trabalhadores da representação diplomática, os salários referentes ao mês de Janeiro ainda não foram pagos, apesar de as folhas salariais serem emitidas regularmente. A irregularidade no processamento dos pagamentos é apontada como a principal razão da ameaça de paralisação.

De acordo com os funcionários, o ano de 2025 foi particularmente difícil, uma vez que os salários passaram a ser pagos, de forma recorrente, apenas no terceiro mês de cada trimestre, gerando instabilidade financeira e preocupação constante para os trabalhadores e respectivas famílias.

Os funcionários denunciam ainda que, nos últimos três meses de 2025, os salários só foram pagos no dia 30 de Dezembro, o que terá causado constrangimentos significativos durante o período natalício.

Face à situação, os trabalhadores afirmam ter remetido uma carta formal à cônsul-geral, informando sobre a decisão de paralisar os serviços e expondo as razões que sustentam a medida. Até ao momento, dizem não ter recebido qualquer esclarecimento por parte da titular do posto consular nem do Ministério das Relações Exteriores.

Apesar das dificuldades, os funcionários asseguram que continuam a prestar atendimento à comunidade angolana residente em França, mas alertam que a eventual paralisação poderá afectar seriamente os utentes, tendo em conta que existe apenas um consulado angolano no país.

Os trabalhadores defendem que muitos utentes desconhecem os problemas internos relacionados com o pagamento de salários, e apelam à intervenção das entidades competentes para uma resolução célere do impasse.

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