
Os elementos ligados às estruturas de segurança do Estado, entre os quais os generais Fernando Miala, Serqueira Lourenço e José Tavares, assim como o director do Gabinete do Presidente, Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, estariam alegadamente associados à preparação de uma acção contra a eliminação física do general Higino Carneiro, com o objectivo de impedir a sua participação no congresso do MPLA, marcado para Dezembro próximo.
Segundo fontes do Imparcial Press, um grupo restrito de altos oficiais-generais e especialistas em inteligência estratégica e contra-inteligência estaria a montar e a equipar, nas proximidades da residência de Higino Carneiro, um escritório num edifício algures em Talatona, junto à sede da Agência Nacional de Recursos Minerais, e outro na Cidade Financeira, precisamente no mesmo andar das instalações do projecto Angola LNG.
As referidas estruturas teriam sido montadas e equipadas sob supervisão e com o apoio de Manuel Vicente e Carlos Feijó, dispondo de equipamentos de última geração, salas de sistemas de controlo e acompanhamento de drones.
De acordo com as mesmas informações, os drones que estariam a monitorizar o general Higino Carneiro teriam sido desenvolvidos pela empresa Lockheed Martin, através da sua unidade Skunk Works.
A alegada utilização destes equipamentos, descritos como uma “asa voadora” furtiva, estaria relacionada com operações de vigilância e monitorização de alvos, incluindo em espaços aéreos altamente defendidos, com recurso a sistemas avançados de captação e transmissão de informação audiovisual.
Das informações recebidas pela fonte do Imparcial Press constam ainda alegadas referências a estudos para a realização de acções subversivas envolvendo a Unidade de Operações Especiais “Chacal”, a Unidade de Segurança Presidencial (USP) e o Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), incluindo ensaios intensivos num espaço situado na ilha do Mussulo.
Até ao momento, conforme a mesma fonte, a cadeia de comando estaria confiada ao general Miala. A finalidade e a efectiva preparação da alegada operação dependeriam, contudo, de uma eventual aprovação do Presidente João Lourenço.
A fonte afirma ainda que essa questão estaria relacionada com uma reunião do Secretariado do Bureau Político do MPLA, na qual, alegadamente, já teria sido definido como orientação política o recurso às redes sociais para difundir informações segundo as quais Higino Carneiro pretenderia dividir o MPLA e avançar para um outro partido.
Segundo a mesma fonte, o Presidente João Lourenço pretenderia, através dessas iniciativas, desgastar a imagem pública de Higino Carneiro e aumentar o seu isolamento político.