
Um tremor de terra foi registado às 7h40 da manhã desta terça-feira, dia 25, no município de Caconda, província da Huíla, resultando no desmaio de 21 alunos do Colégio 1.149, conhecido como “22 de Novembro”. Este é o terceiro evento sísmico na região sul do país em menos de um mês.
As vítimas foram levadas inconscientes para as urgências do hospital municipal de Caconda. Entre as vítimas do tremor de hoje, sete já haviam desmaiado durante o evento sísmico anterior.
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O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET) ainda não forneceu dados sobre a intensidade do tremor, mas confirmou que o incidente afetou os alunos do Colégio “22 de Novembro-Caconda”, que possui 12 salas de aula e atende estudantes do 7º, 8º e 9º anos.
O director de enfermagem do hospital municipal de Caconda, José Quirino, relatou que os alunos chegaram em estado de estupor e, após alguns minutos, a maioria recuperou, embora quatro ainda estejam sob observação. As outras 19 vítimas já receberam alta médica.
“Os alunos chegaram em estado crítico, com dispneia ou insuficiência respiratória, e foram submetidos a cuidados médicos. Após cerca de meia hora, a maioria recuperou e regressou ao ambiente familiar”, afirmou.

Lourenço de Brito, director do colégio, informou que o incidente ocorreu quando os alunos estavam prestes a iniciar uma prova de Educação Visual Plástica (EVP) e o tremor causou grande agitação.
Ele solicitou às autoridades competentes um estudo urgente e aprofundado para determinar as causas dos abalos sísmicos na região.
De acordo com o director, a situação gerou stress pós-traumático entre os alunos, o que pode afectar a adesão às atividades escolares no próximo ano lectivo de 2024/2025.
Este é o terceiro tremor de terra registado na área. O primeiro ocorreu a 5 de junho, resultando em dois desmaios, e o segundo, a 21 de junho, com 19 crianças desmaiadas e magnitude de 5.4 na escala de Richter, afectando também Lubango e Caluquembe.