
A direcção da Televisão Pública de Angola (TPA) encontra-se num diferendo com José Luís Caetano, oficial do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), que esteve destacado nas suas instalações durante vários anos em comissão de serviço.
A actual direção da TPA recusa-se a reintegrá-lo, alegando a inexistência de funções efectivas desempenhadas pelo oficial, embora este tenha constado nas folhas de pagamento das administrações anteriores.
O conflito remonta a uma missão controversa realizada em 2014, na qual José Luís Caetano tentou, sem sucesso, assassinar o actual presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka.
Na ocasião, o plano foi frustrado pela escolta do parlamentar, culminando na captura de José Caetano. Durante o interrogatório, o oficial admitiu ter agido sob ordens do general José Maria, então chefe do Serviço de Inteligência Militar.
Após cumprir pena de prisão em resultado do fracasso da missão, o “assassino” procurou retomar o vínculo com a TPA, mas a actual administração considera que ele não possui qualquer função justificável na emissora. Para além disso, defende que a sua ligação à instituição é um reflexo de decisões irregulares tomadas em gestões passadas.
José Luís Caetano, no entanto, rejeita esta posição e ameaça recorrer à via judicial para assegurar a sua reintegração e o pagamento de salários em atraso. O caso encontra-se agora num ponto crítico, com a possibilidade de um desfecho nos tribunais.
com/Club-K