
Falar de guerra comercial entre Portugal e Angola, quando ambos dependem profundamente da cooperação económica, é a prova viva de como políticos estatistas transformam birras pessoais em desastres públicos.
Sob o CHEGA, de um lado, e o MPLA do outro, o conflito deixaria de ser ideológico e passaria a ser puro teatro político, onde cada governo tenta parecer forte às custas da fragilização dos seus próprios povos.
Quando o líder do CHEGA faz ataques infantis ao MPLA e ao Presidente João Lourenço, e quando o MPLA responde com a mesma lógica emocional, abre-se a porta para medidas retaliatórias.
O problema? Quem paga a conta não é Ventura, nem o MPLA, são os profissionais portugueses em Angola e nós angolanos que dependemos de produtos portugueses.
O Estado joga xadrez com as nossas vidas reais enquanto se gaba de defender a nação. E vocês burros hipócritas aplaudem se lucidez e sem analisar que, um Conflito que estrangula a economia e alimenta o Estado, uma guerra comercial implica tarifas, bloqueios e burocracia.
Na prática, o preço dos produtos dispara, empresas quebram, trabalhadores são despedidos, e infelizmente o mercado encolhe, a liberdade económica evapora.
E advinha quem cresce? O próprio Estado, que cria mais leis, mais alfândegas, mais controlo, mais comissões, mais reuniões, mais relatórios a burocracia perfeita para parasitar a economia.
De forma simples, os políticos brincam de guerra enquanto nós cidadãos viramos soldado involuntário.
Há milhares de portugueses que construíram carreira e encontraram estabilidade em Angola, então, numa guerra comercial. Vistos seriam apertados, o clima profissional deterioraria, empresas seriam pressionadas a substituí-los.
Um profissional qualificado viraria moeda de troca entre dois governos emocionalmente com ego inflamáveis. Nada mais anti-económico e anti-liberal.
A hipocrisia dos governos
Se os governos falam em proteger o povo ou defender a pátria. Mas se realmente se preocupassem com o povo, não sabotariam trocas voluntárias, não comprometeriam investimentos, não elevavam a tensão diplomática, não transformariam mercados livres em trincheiras políticas.
Quando o Estado entra em guerra, mesmo que seja apenas comercial, o povo entra em crise.
A lição libertária que os políticos recusam aprender é que toda guerra comercial, seja entre gigantes como EUA e China ou entre pequenos como Portugal e Angola, prova o mesmo princípio básico. A liberdade de mercado cria prosperidade.
O intervencionismo destrói riqueza. O nacionalismo económico é a desculpa perfeita para incompetência governamental. E no caso concreto de CHEGA vs MPLA, seria uma guerra construída sobre ressentimento, desconhecimento económico e egos inflamados, nunca sobre estratégia inteligente.
Uma guerra comercial entre Portugal e Angola seria o equivalente moderno a dois governos infantis a lutar pela última cadeira da sala mas a derrubar toda a sala no processo da luta. O resultado final, seria menos empregos, menos investimento, menos liberdade.
E uma vitória clara para aquilo que todos nós mais criticamos: Um Estado gordo, arrogante e incompetente, e um Povo miserável, dependente e humilhado.