
O inspector-chefe prisional Aires Natalino foi condenado, na quinta-feira, na cidade do Cuito, província do Bié, a uma pena de dois anos de prisão efectiva, por soltura ilegal de um preso.
Durante a sentença, lida pelo juiz da causa Manuel Diniz Cuigecuenhe, do Tribunal da Região Militar Centro, ficou provado que Aires Natalino aproveitou-se da sua condição de chefe de Secção de Segurança Penal da Comarca do Cuito para facilitar a saída do detido Valdemiro Mona.
O co-arguido Aleixo Candumbo, com a patente de 3º subchefe prisional, foi condenado à pena de um ano e 11 meses, e António Sassoquele, agente de segunda classe, a um ano e 10 meses de prisão efectiva, por crime de negligência no serviço e de violação de regra de serviço, respectivamente.
Já a inspectora prisional Ermelinda Francisco foi condenada à pena correcional de um ano e seis meses de prisão suspensa, pelo crime de violação de regra do serviço interno.
Na altura dos factos, cumpria as funções de Oficial de Dia.
Também pela prática do crime de abuso de cargo, foram condenados Edson Canica e Isaac Horácio, ambos agentes de 3ª classe, à pena correcional de um ano de prisão suspensa, por um período de dois anos.
O facto ocorreu no dia 28 de Março deste ano, quando os condenados decidiram soltar Valdemiro Mona da unidade penitenciária do Cuito, onde se encontrava detido pela prática do crime de usurpação de poder, ao fazer-se passar por agente da polícia, e do crime de burla, com promessa de emprego.
Depois de solto, rumou para a cidade do Luena, província do Moxico, sua terra natal, onde foi capturado nove dias depois.