
O jornalista e analista político Rui Kandove sentou-se, ligou o computador, pôs os seus dedos a dançar sobre o teclado e foi directo ao ponto: Definiu o IX conclave do “viveiro de quadros” do MPLA como “Congresso da Vergonha”.
Tem toda (e mais alguma) razão! Também associei a minha voz ao coro de denúncias sobre a fraude que marcou o Congresso da JMPLA. Alertei antes, durante e depois. Os alertas foram ignorados com sucesso. A mafia venceu.
Os jovens que se propuseram impugnar os resultados eleitorais do Congresso foram intimidados. Foram ralhados. Humilhados. Instados a respeitarem a disciplina partidária.
Jovens supostamente esclarecidos foram tratados como uma manada. Engoliram em seco. Prometeram não mais fazer ondas sobre o pleito eleitoral. É um assunto para esquecer!
A fraude ocorrida no Congresso da falange “infanto-juvenil” do partido no poder vai sedimentar um ciclo de normalização da manipulação daqui para frente.
É assim mesmo. É de pequeno que se torcem os meninos para corrupção. A fraude eleitoral ocorrida no IX Congresso da JMPLA foi um mau exemplo de liderança.
O facto de se ter ameaçado quem pensou em impugnar os resultados eleitorais cria a certeza da impunidade e encoraja a sua repetição. A sua perpetuação. A manipulação de listas e números durante o Congresso foi um acto flagrante e feio. Muito feio mesmo!
A compra de votos e a intimidação de delegados no decurso do conclave foi algo muito primário. Uma coisa de aprendizes de manipuladores.
Os jovens que iniciam a sua trajectória fraudando eleições internas da organização política a que pertencem, deixam uma certeza: Vão levar tais práticas para a política nacional. Sobretudo quando assumirem cargos no aparelho do Estado ou do Governo.
O alegado vencedor das eleições do IX Congresso da JMPLA passou com distinção no processo de iniciação na corrupção política. Vamos cantando e rindo. A podriqueira no País tem o seu futuro garantido!
*Jornalista