
O actual ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, apresentou hoje um manifesto de pré-candidatura à presidência do MPLA, posicionando-se como uma alternativa de renovação estratégica para o partido.
No documento, divulgado em nome de apoiantes que destacam o “povo resiliente” de Angola, com ênfase nas províncias do Leste, “Liberdade” é apresentado como uma figura capaz de responder aos desafios políticos, económicos e sociais que o país enfrenta atualmente.
O manifesto sublinha que a sua pré-candidatura não constitui um gesto circunstancial, mas sim “um apelo político enraizado na necessidade de renovação responsável e liderança com autoridade moral”.
Os proponentes defendem que o MPLA se encontra numa “encruzilhada estratégica”, devendo optar entre reforçar a sua identidade com base em princípios, competência e proximidade com o povo ou arriscar um distanciamento das aspirações sociais.
Neste contexto, apontam “Liberdade” como um quadro com “reserva moral”, experiência acumulada e forte sentido de Estado.
O documento destaca ainda a sua capacidade de mobilização, sobretudo nas regiões do Leste, bem como a sua ligação às bases, sendo visto como uma ponte entre o partido e sectores da população que exigem maior inclusão e representatividade.
A pré-candidatura surge numa altura em que o partido enfrenta crescente pressão por boa governação, transparência e eficácia. Os seus apoiantes defendem que “Liberdade” reúne condições para liderar um novo ciclo político, apresentando-se não como uma rutura, mas como um “reposicionamento estratégico”.
Processo de candidaturas ainda sem formalizações
Apesar da movimentação política, o processo oficial de candidaturas à liderança do MPLA, aberto a 28 de Março no âmbito do IX Congresso Ordinário, ainda não registou qualquer candidatura formal.
De acordo com o presidente da subcomissão de candidaturas, Job Pedro Castelo Capapinha, nenhum militante apresentou até ao momento a documentação necessária para concorrer ao cargo.
“O processo das candidaturas foi aberto no dia 28 de Março deste ano. Até ao momento, nenhum militante formalizou a sua candidatura à presidência do partido”, afirmou durante uma conferência de imprensa em Luanda.
Segundo a organização, o período de submissão de candidaturas decorre até 25 de Outubro, seguindo-se a fase de validação entre 2 e 5 de Novembro.
A campanha eleitoral interna terá início a 6 de novembro e terminará a 7 de dezembro, antecedendo o congresso marcado para os dias 9 e 10 de dezembro, na capital angolana.
Para concorrer à presidência do MPLA, os candidatos deverão reunir pelo menos 5.000 assinaturas de militantes, incluindo um mínimo de 200 por cada província, além de cumprir requisitos como 15 anos de militância, pleno gozo dos direitos políticos e fidelidade aos princípios do partido.