João Lourenço aprova Plano Nacional para Conservação da Girafa até 2030
João Lourenço aprova Plano Nacional para Conservação da Girafa até 2030
girafa

O Presidente da República, João Lourenço, aprovou o Plano de Acção Nacional para a Conservação da Girafa em Angola 2026-2030, instrumento que visa reforçar a protecção, gestão e recuperação das populações desta espécie nos principais parques nacionais do país.

A aprovação consta de um Decreto Presidencial publicado no Diário da República de 28 de Maio, enquadrado na estratégia do Executivo para a preservação da biodiversidade e dos recursos faunísticos nacionais.

De acordo com o diploma, o plano assenta em diversos instrumentos legais ligados à protecção ambiental, ordenamento do território, conservação da fauna selvagem e gestão das áreas protegidas, entre os quais a Lei de Bases do Ambiente, a Lei de Bases de Florestas e Fauna Selvagem e a Lei de Áreas de Conservação Ambiental.

O documento recorda que as populações de girafas em Angola sofreram um acentuado declínio durante o período de conflito armado que afectou o país entre 1975 e 2002.

Nesse intervalo, as duas populações de girafas sul-africanas existentes nos Parques Nacionais do Luengue-Luiana e da Mavinga registaram uma redução significativa, enquanto a girafa angolana, que habitava o Parque Nacional da Mupa, na província do Cunene, desapareceu localmente.

Face ao impacto da guerra sobre a fauna nacional, o Executivo refere ter investido, nos últimos anos, em programas de conservação das populações sobreviventes e em acções de reintrodução da espécie em áreas protegidas, com destaque para os Parques Nacionais da Quiçama e do Iona.

O plano agora aprovado apresenta igualmente uma revisão da classificação taxonómica das girafas em África, salientando que os estudos científicos mais recentes reconhecem quatro espécies distintas, ao contrário da classificação anterior que apontava para apenas uma espécie.

Segundo o documento, persistem divergências científicas sobre o número exacto de exemplares existentes em Angola, situação que dificulta a quantificação precisa das duas subespécies reconhecidas no território nacional.

Ainda assim, as estimativas apontam para uma população de cerca de 300 girafas no Parque Nacional do Luengue-Luiana, considerado actualmente um dos principais refúgios da espécie no país.

O Plano de Acção Nacional para a Conservação da Girafa em Angola estabelece orientações para os próximos cinco anos, incluindo medidas de monitorização científica, reforço da protecção dos habitats, combate à caça furtiva, promoção da investigação e envolvimento das comunidades locais na preservação da espécie.

A iniciativa integra os esforços do Estado angolano para recuperar as populações de fauna selvagem afectadas por décadas de conflito e consolidar a rede nacional de áreas de conservação.

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