Jornalista da TPA escapa a tentativa de homicídio na Centralidade do Kilamba
Jornalista da TPA escapa a tentativa de homicídio na Centralidade do Kilamba
volola

A jornalista da Televisão Pública de Angola (TPA) Zenilda Volola escapou com vida a uma alegada tentativa de homicídio ocorrida na última sexta-feira, na sua residência, localizada na Centralidade do Kilamba, em Luanda.

O presumível autor do ataque, um jovem de 18 anos, na foto, identificado como filho de um vizinho da vítima, foi detido por efectivos do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) do Comando Municipal do Kilamba e encontra-se sob custódia das autoridades.

Segundo o relato da jornalista, o incidente ocorreu quando se encontrava sozinha em casa e percebeu uma movimentação estranha no interior da residência. Ao dirigir-se à sala para averiguar a situação, encontrou o jovem, que era frequentador habitual da sua casa.

De acordo com Zenilda Volola, o suspeito justificou a sua presença afirmando que procurava esconder-se do pai, na sequência de um desentendimento ocorrido na escola.

A jornalista disse ter repreendido o comportamento do rapaz, orientando-o a abandonar a residência e informando que o assunto seria posteriormente tratado na presença dos respectivos encarregados de educação.

Contudo, minutos depois, o jovem regressou ao local e terá desencadeado o ataque com uma tesoura.

Conforme a vítima, o agressor desferiu vários golpes dirigidos sobretudo às regiões do pescoço e do tórax, numa acção que considera ter tido intenção de provocar a sua morte.

“Ele veio para matar. Os golpes eram dirigidos ao pescoço e ao coração. Consegui esquivar-me, mas fui atingida nas costas e na clavícula”, relatou a jornalista.

Apesar dos ferimentos sofridos, Zenilda Volola conseguiu resistir ao ataque e recebeu assistência médica, encontrando-se actualmente fora de perigo.

Fontes ligadas à investigação indicam que a pronta intervenção das autoridades permitiu a detenção do suspeito pouco tempo depois da ocorrência.

O caso está agora sob investigação e deverá seguir para o Ministério Público, que determinará os procedimentos judiciais a adoptar.

Até ao momento, as autoridades não divulgaram informações adiccionais sobre as motivações do alegado agressor.

A ocorrência gerou preocupação entre colegas da jornalista, profissionais da comunicação social e membros da sociedade civil, que manifestaram solidariedade à vítima e defenderam o rápido esclarecimento dos factos.

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