José Carlos de Almeida admite recorrer ao Tribunal Constitucional para impugnar candidatura de João Lourenço
José Carlos de Almeida admite recorrer ao Tribunal Constitucional para impugnar candidatura de João Lourenço
JCA

O militante do MPLA José Carlos de Almeida admite recorrer ao Tribunal Constitucional para impugnar a candidatura de João Lourenço à liderança do partido, por considerá-la irregular, e contestar a realização do IX Congresso, alegando que o processo viola a Constituição e os Estatutos da organização.

A intenção foi manifestada numa declaração divulgada esta sexta-feira, 6 de Novembro, na qual José Carlos de Almeida acusa a direcção do MPLA de não ter assegurado condições de igualdade entre os aspirantes à presidência do partido.

Na sua exposição, o militante alega que João Lourenço beneficiou de condições privilegiadas para a recolha de assinaturas nas estruturas do partido, incluindo nas sedes nacional, provinciais, municipais e comunais.

Na sua perspectiva, essa situação favoreceu a candidatura do actual presidente do MPLA em detrimento dos restantes aspirantes.

José Carlos de Almeida considera também que a acumulação, por João Lourenço, das funções de presidente do partido, responsável pela Comissão Preparatória do IX Congresso e candidato à liderança representa um conflito de interesses e compromete a imparcialidade na condução do processo eleitoral interno.

O militante acusa ainda a direcção partidária de limitar a concorrência interna, apontando como exemplos a existência de candidaturas únicas para os cargos de primeiro-secretário provincial e a alegada falta de divulgação dos nomes e percursos dos diferentes aspirantes à liderança.

Sobre a sua própria candidatura, José Carlos de Almeida afirma que decidiu interromper a recolha de assinaturas por falta de apoio das estruturas do partido, apesar dos recursos financeiros e do tempo que diz ter investido na preparação do processo. Apesar disso, garante que mantém a intenção de se candidatar à presidência do MPLA e da República.

Na mesma declaração, o militante manifesta preocupação com o futuro da organização e considera que a actual condução do processo pode contribuir para a divisão interna do MPLA antes das eleições gerais de 2027.

O IX Congresso do MPLA está previsto para 9 e 10 de Dezembro, em Luanda, e deverá definir a liderança da formação política para o próximo ciclo.

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