
Militares colocados na 101.ª Brigada de Tanques das Forças Armadas Angolanas (FAA) denunciaram alegados problemas de saúde provocados pela poluição atmosférica proveniente de unidades industriais instaladas nas proximidades do regimento, apurou o Imparcial Press junto de fontes ligadas à unidade.
Segundo as mesmas fontes, vários efectivos têm registado sintomas como sangramentos nasais, dificuldades respiratórias e outras complicações de saúde que associam à exposição contínua a emissões provenientes de fábricas de plásticos e de outras unidades fabris localizadas nas imediações da base militar.
Os denunciantes referem que a situação se arrasta há algum tempo e tem gerado crescente preocupação entre os militares, que consideram existir riscos para a saúde e para as condições de trabalho no interior da unidade.
De acordo com os relatos recolhidos, alguns efectivos afectados terão solicitado assistência médica especializada, mas alegam que nem sempre obtiveram autorização para se deslocarem a unidades hospitalares fora do regimento para avaliação clínica.
Face ao quadro descrito, os militares apelam à intervenção das autoridades competentes, nomeadamente dos sectores da Saúde, Ambiente e da hierarquia militar, para averiguar as denúncias e avaliar o eventual impacto da actividade industrial na saúde dos efectivos.
Os denunciantes defendem ainda a realização de estudos técnicos independentes sobre a qualidade do ar na zona da unidade militar, considerando que a protecção da saúde dos militares deve constituir uma prioridade.
O Imparcial Press tentou obter um posicionamento oficial do comando da 101.ª Brigada de Tanques sobre as alegações, mas até ao momento não recebeu qualquer resposta.