Oficiais da Polícia suspensos por recebimento de dinheiro e ouro do garimpo ilegal
Oficiais da Polícia suspensos por recebimento de dinheiro e ouro do garimpo ilegal
oficiais matala

O segundo comandante da Polícia Nacional no município da Matala, província da Huíla, inspector-chefe Domingos Macuva, e a chefe do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), Ana Olívia Gomes, conhecida por “Careca”, estão a ser investigados por alegado recebimento ilegal de dinheiro e ouro provenientes de garimpeiros que actuavam em zonas de exploração mineira no município do Dongo.

Segundo informações tornadas públicas, os efectivos policiais são suspeitos de manter ligações com grupos de garimpeiros que exploravam ouro nas regiões do Kahali, Liapupa e Capama.

De acordo com relatos locais, Domingos Macuva recebia alegadamente um milhão de kwanzas mensais de um garimpeiro identificado apenas por “Mutcutchu”, apontado como um dos mais influentes e temidos operadores da actividade na região.

As denúncias indicam ainda que o oficial, que tinha uma obra de construção anteriormente paralisada por dificuldades financeiras, terá concluído o projecto após o seu alegado envolvimento no esquema, tendo igualmente adquirido uma viatura Toyota Hilux branca, supostamente com recursos provenientes da actividade ilícita.

Ana Olívia Gomes, responsável do DIIP na Matala, é igualmente acusada de envolvimento no alegado recebimento ilegal de valores monetários e ouro extraído nas áreas de exploração artesanal do município do Dongo.

O comandante provincial da Polícia Nacional na Huíla, comissário Divaldo Júlio Martins, confirmou a suspensão de alguns efectivos e a abertura de um processo de averiguações para apurar os factos.

“O comando provincial tomou conhecimento das denúncias e instaurou um processo de averiguações para apurar a veracidade dos factos”, afirmou.

Segundo o responsável, os agentes visados “violaram alguns regulamentos disciplinares, tendo em conta a persistência e a gravidade das suspeitas”.

“Para garantir a lisura do processo e evitar qualquer interferência nas investigações, foram suspensos alguns efectivos ligados ao caso”, acrescentou.

Divaldo Martins sublinhou que o processo investigativo ainda decorre e que apenas no final será possível confirmar ou afastar as suspeitas levantadas contra os efectivos.

“O processo de averiguação ainda não terminou. No final, concluiremos se as suspeitas são verdadeiras ou não”, disse.

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