PCA do BPC aufere salário superior a 30 milhões de kwanzas por mês
PCA do BPC aufere salário superior a 30 milhões de kwanzas por mês
Bpca

Funcionários do Banco de Poupança e Crédito (BPC) denunciaram alegadas disparidades salariais no seio da instituição, acusando a administração liderada por Cláudio Pinheiro Pinto Macedo de manter congelados os salários da maioria dos trabalhadores há mais de três anos, enquanto administradores, directores e chefias continuam a beneficiar de aumentos e regalias.

Segundo informações remetidas ao Imparcial Press, um técnico administrativo do banco aufere actualmente cerca de 160 mil kwanzas mensais, valor considerado insuficiente face ao aumento do custo de vida, da inflação e da contínua perda do poder de compra no país.

Em contraste, os denunciantes afirmam que o presidente do Conselho de Administração (PCA), Cláudio Pinheiro Pinto Macedo, recebe mais de 30 milhões de kwanzas por mês, somando salários, subsídios e rendimentos associados às funções exercidas em empresas participadas pelo banco.

As reclamações estendem-se igualmente aos salários da estrutura directiva do banco. De acordo com os trabalhadores, houve um aumento significativo dos custos com pessoal ligado aos cargos de direcção, com remunerações de directores a passarem de cerca de 3,5 milhões para cinco milhões de kwanzas mensais.

Os funcionários consideram existir um tratamento desigual dentro da instituição, alegando que os trabalhadores administrativos e técnicos continuam sem qualquer actualização salarial, apesar de serem, segundo afirmam, “os principais responsáveis pelo funcionamento diário do banco”.

“Enquanto os colaboradores enfrentam dificuldades para sustentar as suas famílias, os administradores e directores continuam a aumentar os próprios salários”, refere um dos funcionários ao Imparcial Press.

Os trabalhadores acusam ainda a administração de promover contratações externas com salários elevados, alegadamente sem respeitar pareceres internos das áreas de controlo, compliance e auditoria.

As críticas recaem também sobre o director do Capital Humano, Gunther Costa, apontado como responsável por uma política de alegada perseguição a quadros seniores e pela marginalização de trabalhadores com vários anos de experiência na instituição.

Face à situação, os funcionários apelam à intervenção do Banco Nacional de Angola (BNA), da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE) e do Tribunal de Contas, defendendo uma investigação à política salarial e à gestão dos recursos humanos do banco público.

O BPC emprega mais de três mil trabalhadores e tem estado nos últimos anos envolvido em sucessivos processos de recapitalização, reestruturação financeira e redução de efectivos, no âmbito do plano de recuperação da instituição.

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