Receado “porreta” faz sangue – Jorge Eurico
Receado "porreta" faz sangue - Jorge Eurico
jorge eurico

O Processo de Nuremberga resume-se a uma série de julgamentos entre 1945 a 1946 na cidade alemã de Nuremberg. Objectivo: Julgar os principais líderes nazistas envolvidos em crimes de guerra e contra a paz durante a Segunda Guerra Mundial.

Altos oficiais nazistas, militares, líderes da Gestapo, responsáveis pela Economia de Guerra e outros funcionários-chave faziam parte dos réus.

Os julgamentos de Nuremberga estabeleceram precedentes importantes como a responsabilidade individual por crimes de guerra cometidos à pala do cumprimento de “ordens superiores”.

Fernando Receado era – até há poucos dias – o director-geral adjunto do Serviço de Investigação Criminal (SIC). Era o homem de mão do ministro do Interior para resolver os pepinos (casos) mais sensíveis e cabeludos.

Era um “cara porreta”. Sobretudo quando (como se diz à boca pequena) se tratasse de matar inermes cidadãos. Colegas de trabalho ou quem não gostasse. Fazia-o com prazer. Com requintes de bestialidade nazista. Tudo à pala do alegado cumprimento de “Ordens Superiores”.

A fama de matador frio e calculista precede-o. Quem o diz é o cidadão. É o povo. Voz de povo, voz de Deus!

O Presidente da República fartou-se de ouvir que o SIC está transformado numa Ndrangueta (organização mafiosa que actua no sul da Itália). Não teve nem achou o ministro do Interior. Correu sem receio com Fernando Receado. Só faltaram pontapés.

João Lourenço acabou com a vaidade de Fernando Receado. Tirou as “pimpas” a Eugénio César Laborinho. O chefe de Estado esteve muito bem. Foi um acto de inaudita coragem. Com esse acto acabou com o abusivo poder e irrestrita influência de Fernando Receado.

O preclaro Gelson Emanuel Quintas (Man Genas) ainda está vivo. Pode confirmar os alegados abusos de Fernando Receado. O novo director do SIC tem, agora, a missão de limpar a sujeira toda. Tem de fazer com que o cidadão não olhe para o SIC como uma instituição bandida.

Que desrespeita as leis e a Constituição vigente. Que pisoteia os Direitos Humanos. Consta que Fernando Receado tem as mãos sujas de sangue.

A ser verdade, lembro que os crimes de sangue não prescrevem. A comprovar-se, que não se tenha receio de levar (Fernando) Receado à barra da Justiça.

Nota 1 – “Cara”, no Brasil, significa homem, amigo.

Nota 2 – “Porreta” é uma expressão popular muito comum no Nordeste brasileiro. Ela significa algo ou alguém “Bom”, “Excelente”, “Legal”. Geralmente carrega um tom informal e carinhoso.

*Jornalista

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